MedEvo Simulado — Prova 2025
Paciente, sexo feminino, 42 anos, procura atendimento ambulatorial relatando episódios recorrentes de dor em hipocôndrio direito, tipo cólica, desencadeada por refeições gordurosas, com irradiação para a escápula direita, durando cerca de 30 minutos e aliviando espontaneamente. Nega febre, icterícia ou acolia fecal. Ao exame físico, apresenta-se estável, sem sinais de irritação peritoneal. Ultrassonografia abdominal revela vesícula biliar com múltiplos cálculos de 0,5 cm, paredes de espessura normal e vias biliares sem dilatação. Exames laboratoriais (hemograma completo, bilirrubinas totais e frações, amilase e lipase) estão dentro da normalidade. Qual a conduta definitiva mais adequada para este caso?
Cólica biliar típica + USG com cálculos sem complicação → Colecistectomia videolaparoscópica eletiva é a conduta definitiva.
A colelitíase sintomática, caracterizada por cólica biliar após refeições gordurosas, sem sinais de complicação (febre, icterícia, inflamação), tem indicação de colecistectomia eletiva. A cirurgia é o tratamento definitivo e previne futuras crises e complicações graves.
A colelitíase, ou presença de cálculos na vesícula biliar, é uma condição comum, mas nem sempre sintomática. Quando os cálculos causam sintomas, geralmente se manifestam como cólica biliar, uma dor característica no hipocôndrio direito, desencadeada por refeições gordurosas e com irradiação para a escápula. A compreensão da fisiopatologia e dos sintomas é crucial para o diagnóstico correto e a escolha da conduta adequada, evitando a progressão para complicações mais graves como colecistite aguda, coledocolitíase ou pancreatite biliar. O diagnóstico da colelitíase sintomática é primariamente clínico, baseado na história de cólica biliar típica. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de escolha, confirmando a presença dos cálculos e avaliando a espessura da parede da vesícula e a presença de dilatação das vias biliares. Exames laboratoriais, como hemograma e enzimas hepáticas e pancreáticas, são importantes para descartar complicações. A ausência de febre, icterícia ou alterações laboratoriais significativas indica uma colelitíase não complicada. A conduta definitiva para a colelitíase sintomática é a colecistectomia, preferencialmente por via videolaparoscópica, realizada de forma eletiva. Esta abordagem minimamente invasiva oferece recuperação mais rápida e menor dor pós-operatória. O tratamento conservador com dieta ou medicamentos para dissolução de cálculos (como o ácido ursodesoxicólico) tem indicações limitadas e não é considerado a conduta definitiva para pacientes sintomáticos, devido à alta taxa de recorrência e à persistência do risco de complicações.
A cólica biliar tipicamente se manifesta como dor intensa e contínua no hipocôndrio direito ou epigástrio, frequentemente irradiando para o dorso ou escápula direita. É desencadeada por refeições gordurosas e dura de 30 minutos a algumas horas, aliviando espontaneamente.
A colecistectomia videolaparoscópica é indicada para pacientes com colelitíase sintomática, ou seja, que apresentam episódios de cólica biliar. Também é indicada em casos de complicações como colecistite aguda, pancreatite biliar ou coledocolitíase.
A ultrassonografia abdominal é o exame de escolha para o diagnóstico da colelitíase, identificando os cálculos na vesícula biliar. Exames laboratoriais como hemograma, bilirrubinas, amilase e lipase são importantes para descartar complicações como colecistite, coledocolitíase ou pancreatite.
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