PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
FJT, sexo feminino, de 13 anos de idade, vem apresentando epigastralgia pós-prandial diariamente. Relata que quando ingere frituras apresenta dor em cólica intensa. Mede 1,55m e pesava 61 kg, mas relata perda de 3kg desde o início dos sintomas dolorosos. Realizou hemograma, provas de função hepática e renal e exame sumário de urina, todos estavam normais. Submetida a ultrassonografia de abdome (ver resultado abaixo). Dentre as alternativas abaixo, qual apresenta a conduta MAIS ADEQUADA para este caso?
Colelitíase sintomática (dor biliar típica) → colecistectomia eletiva, mesmo em adolescentes.
A colelitíase sintomática, caracterizada por dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, pós-prandial, especialmente após ingestão de gorduras, é indicação para colecistectomia eletiva. Exames laboratoriais costumam ser normais, e o diagnóstico é confirmado por ultrassonografia.
A colelitíase, ou presença de cálculos na vesícula biliar, é uma condição comum que pode ser assintomática ou sintomática. Em adolescentes, embora menos frequente que em adultos, a apresentação clínica é similar, com dor biliar típica. É crucial reconhecer os sintomas para um manejo adequado, evitando complicações. A fisiopatologia envolve a supersaturação da bile com colesterol ou bilirrubinato, levando à formação de cálculos. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia abdominal, que demonstra os cálculos. A suspeita deve surgir em pacientes com dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, cólica, pós-prandial e desencadeada por alimentos gordurosos. A conduta mais adequada para colelitíase sintomática é a colecistectomia eletiva, que consiste na remoção cirúrgica da vesícula biliar. O tratamento medicamentoso com ácido ursodesoxicólico é reservado para casos selecionados, como pacientes com alto risco cirúrgico ou cálculos pequenos de colesterol, mas não é a primeira linha para sintomas típicos. A cirurgia alivia os sintomas e previne complicações graves.
A colelitíase sintomática manifesta-se com dor em cólica no epigástrio ou hipocôndrio direito, geralmente pós-prandial, especialmente após refeições gordurosas, podendo irradiar para o dorso.
A ultrassonografia de abdome é o exame padrão-ouro para o diagnóstico de colelitíase, identificando a presença de cálculos na vesícula biliar de forma não invasiva e com alta sensibilidade.
A colecistectomia é o tratamento definitivo para colelitíase sintomática, pois remove a fonte dos sintomas e previne complicações graves como colecistite aguda, coledocolitíase e pancreatite biliar.
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