Colelitíase Sintomática: Diagnóstico e Manejo Eletivo

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025

Enunciado

Paciente masculino, 48 anos, procura atendimento no setor de emergência com quadro de dor abdominal em hipocôndrio direito, associado a náuseas e febre não aferida. Ao exame físico apresenta-se em bom estado geral, afebril, com discreta dor à palpação de hipocôndrio direito, Murphy negativo. Exames laboratoriais mostram hemograma, amilase, lipase e bilirrubinas normais. O ultrassom de abdome revela múltiplos cálculos em vesícula biliar, de 0,4 a 2,5mm. A conduta mais adequada para esse paciente é:

Alternativas

  1. A) Internação hospitalar, antibioticoterapia com cobertura para anaeróbios e colecistectomia videolaparoscópica de urgência.
  2. B) Internação em enfermaria e observação por 48 horas, com programação de tomografia e colangiopancreatografia (CPRE).
  3. C) Prescrever tratamento sintomático, repetir os exames laboratoriais e programar internamento para colangiorressonância.
  4. D) Tratamento sintomático com antiespasmódicos e analgésicos, orientação de dieta hipogordurosa e encaminhamento eletivo para cirurgia

Pérola Clínica

Dor em HD + USG cálculos + Murphy negativo + labs normais = Colelitíase sintomática não complicada → tratamento eletivo.

Resumo-Chave

O paciente apresenta dor abdominal em hipocôndrio direito e cálculos na vesícula, mas a ausência de febre, Murphy negativo e exames laboratoriais normais (hemograma, bilirrubinas, amilase, lipase) afastam colecistite aguda, colangite ou pancreatite biliar. Trata-se de uma colelitíase sintomática não complicada, que requer manejo sintomático e colecistectomia eletiva.

Contexto Educacional

A colelitíase, ou presença de cálculos na vesícula biliar, é uma condição comum, sendo a maioria dos pacientes assintomáticos. No entanto, quando os cálculos causam sintomas, como dor abdominal em hipocôndrio direito (cólica biliar), náuseas e vômitos, a condição é classificada como colelitíase sintomática. É crucial diferenciar a cólica biliar de complicações mais graves, como colecistite aguda, colangite ou pancreatite biliar. A fisiopatologia da cólica biliar envolve a obstrução transitória do ducto cístico por um cálculo, levando a espasmo e dor. O diagnóstico é baseado na clínica (dor pós-prandial, geralmente após refeições gordurosas) e confirmado pela ultrassonografia abdominal, que demonstra os cálculos. A ausência de febre, leucocitose, sinal de Murphy negativo e exames laboratoriais normais (bilirrubinas, amilase, lipase) são fundamentais para afastar colecistite aguda e outras complicações. A conduta para colelitíase sintomática não complicada é o tratamento sintomático da dor com analgésicos e antiespasmódicos, orientação de dieta hipogordurosa para evitar novos episódios e o encaminhamento eletivo para colecistectomia videolaparoscópica, que é o tratamento definitivo. A cirurgia de urgência é reservada para casos de colecistite aguda ou outras complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar colecistite aguda?

A colecistite aguda é diagnosticada pela presença de dor em hipocôndrio direito, febre, leucocitose e sinal de Murphy positivo, além de achados ultrassonográficos como espessamento da parede da vesícula biliar e líquido perivesicular.

Qual a conduta inicial para um paciente com cólica biliar?

A conduta inicial para cólica biliar (colelitíase sintomática não complicada) inclui tratamento sintomático com analgésicos e antiespasmódicos, orientação de dieta hipogordurosa e encaminhamento eletivo para colecistectomia.

O que significa um sinal de Murphy negativo em um paciente com dor em hipocôndrio direito?

Um sinal de Murphy negativo, na presença de dor em hipocôndrio direito, sugere que a inflamação da vesícula biliar (colecistite aguda) é menos provável, direcionando o diagnóstico para outras causas de dor abdominal, como a cólica biliar.

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