Colelitíase Pós-Bariátrica: Diagnóstico e Fatores de Risco

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024

Enunciado

Um adolescente de 16 anos procura atendimento hospitalar com quadro de epigastralgia, náuseas e vômitos importantes há 4 dias, sendo internado para investigação. Ele foi submetido, há 2 meses, à cirurgia bariátrica tipo gastrectomia vertical, por obesidade mórbida, e apresentou, no pós-operatório, rápida perda de peso. O exame abdominal não apresenta alterações à inspeção, sinais de peritonite e de ascite ausentes.Considerando-se esses dados clínicos e os riscos de complicações e de doenças disabsortivas após esse tipo de cirurgia, assinale a alternativa que apresenta a hipótese diagnóstica mais provável e o exame complementar a ser solicitado.

Alternativas

  1. A) Colelitíase; ultrassonografia abdominal.
  2. B) Hérnia incisional; radiografia de abdome.
  3. C) Síndrome de Dumping; dosagem de gordura e pH fecal.
  4. D) Dilatação esofágica e esofagite; endoscopia digestiva alta.

Pérola Clínica

Gastrectomia vertical + perda rápida de peso → alto risco de colelitíase; USG abdominal para diagnóstico.

Resumo-Chave

A rápida perda de peso após cirurgia bariátrica, como a gastrectomia vertical, aumenta significativamente o risco de formação de cálculos biliares devido à supersaturação da bile com colesterol. Sintomas como epigastralgia, náuseas e vômitos são comuns na colelitíase, tornando a ultrassonografia abdominal o exame de escolha para confirmação.

Contexto Educacional

A cirurgia bariátrica é um tratamento eficaz para obesidade mórbida, mas está associada a diversas complicações. A colelitíase é uma das mais frequentes, afetando cerca de 30% dos pacientes, especialmente aqueles com perda de peso mais acentuada. A fisiopatologia envolve a supersaturação da bile com colesterol devido à mobilização de gordura e alterações na motilidade da vesícula biliar, que favorecem a formação de cálculos. É crucial que o residente esteja atento a essa complicação, pois os sintomas podem ser inespecíficos e confundidos com outras queixas pós-operatórias. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para evitar complicações graves como colecistite aguda, coledocolitíase e pancreatite biliar. A ultrassonografia abdominal é o método diagnóstico padrão-ouro, sendo muitas vezes realizada de rotina no seguimento pós-operatório. O manejo pode variar desde a observação até a colecistectomia, dependendo da sintomatologia e das complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para colelitíase após cirurgia bariátrica?

Os principais fatores de risco incluem a rápida perda de peso, que leva à supersaturação da bile com colesterol, e alterações na motilidade da vesícula biliar. A gastrectomia vertical, em particular, não altera o trânsito intestinal, mas a perda ponderal é o fator mais relevante.

Quais sintomas sugerem colelitíase em um paciente pós-bariátrica?

Os sintomas típicos incluem dor abdominal no quadrante superior direito ou epigástrio, que pode irradiar para o dorso, náuseas, vômitos e intolerância a alimentos gordurosos. A dor pode ser intermitente (cólica biliar) ou persistente em casos de colecistite aguda.

Qual o exame de imagem de primeira linha para diagnosticar colelitíase?

A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de primeira linha para o diagnóstico de colelitíase. É um método não invasivo, amplamente disponível e eficaz na detecção de cálculos biliares e sinais de inflamação da vesícula.

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