Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - Campus Sorocaba — Prova 2024
Uma mulher de 37 anos chega ao pronto-socorro queixando-se de dor abdominal nas últimas 3-4 horas. Ela não consegue sentir-se confortável e está sentindo náuseas e alguns vômitos. Relata que teve episódios semelhantes aproximadamente 1-2 vezes por semana nos últimos meses, mas a dor é sempre autolimitada. Porém desta vez, a dor é a pior que ela já sentiu. Seu passado cirúrgico apresenta duas cesarianas há 4 e 6 anos, um bypass gástrico laparoscópico em Y-de-Roux há pouco mais de 2 anos e uma apendicectomia aberta quando ela tinha 12 anos. Nega uso de álcool ou tabaco. Relata que no momento da cirurgia pesava 130kg, com índice de massa corporal (IMC) de 53 kg/m² e agora perdeu 70 kg com IMC de 24,7 kg/m². Não vai a um cirurgião bariátrico há mais de um ano. Os sinais vitais são: frequência cardíaca de 102 bpm, pressão arterial de 138 x 67 mmHg, frequência respiratória de 20 rpm, saturação de oxigênio de 99%. Ao exame físico apresenta sensibilidade difusa e inespecífica, predominantemente na parte superior do abdome, sem defesa e os ruídos hidroaéreos estão presentes. Qual é a complicação tardia mais comum e que pode resultar em dor abdominal após um bypass gástrico laparoscópico em Y-de-Roux?
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