Colelitíase em Crianças: Relação com Anemia Falciforme

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 12 anos, com quadro de dor em cólica intermitente em hipocôndrio direito há 2 meses. Realizou ultrassom de abdome, que revelou vesícula biliar normodistendida, paredes com diâmetro normal, contendo múltiplos cálculos em seu interior. Dentre as condições listadas a seguir, aquela que mais provavelmente se relaciona com o diagnóstico de colelitíase nessa paciente é:

Alternativas

  1. A) puberdade precoce.
  2. B) história familiar de colelitíase.
  3. C) hipercolesterolemia familiar.
  4. D) anemia falciforme.

Pérola Clínica

Colelitíase em criança/adolescente → Investigar doenças hemolíticas crônicas, como anemia falciforme.

Resumo-Chave

A colelitíase em crianças é menos comum que em adultos e frequentemente associada a condições subjacentes. Doenças hemolíticas crônicas, como a anemia falciforme, aumentam o risco devido à produção excessiva de bilirrubina não conjugada, que precipita formando cálculos de bilirrubinato de cálcio.

Contexto Educacional

A colelitíase, ou presença de cálculos na vesícula biliar, é uma condição mais comum em adultos, mas pode ocorrer em crianças e adolescentes. Nesses pacientes jovens, a etiologia é frequentemente diferente daquela observada em adultos, sendo crucial investigar causas secundárias. A dor em cólica no hipocôndrio direito, especialmente pós-prandial, é o sintoma clássico, e o diagnóstico é confirmado por ultrassonografia abdominal. Entre os fatores de risco para colelitíase pediátrica, as doenças hemolíticas crônicas, como a anemia falciforme, são as mais proeminentes. Pacientes com anemia falciforme sofrem de hemólise intravascular e extravascular contínua, resultando em um aumento crônico da produção de bilirrubina não conjugada. Essa bilirrubina é conjugada no fígado e excretada na bile, mas o excesso pode levar à precipitação de bilirrubinato de cálcio, formando cálculos biliares pigmentados. Outras causas incluem fibrose cística, uso prolongado de nutrição parenteral total, doença de Crohn, obesidade e certas síndromes genéticas. O manejo da colelitíase sintomática em crianças geralmente envolve a colecistectomia, mas a abordagem deve considerar a condição subjacente e o estado geral do paciente. É fundamental que o residente esteja atento a essas associações para um diagnóstico e tratamento adequados.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas de colelitíase em crianças?

Os sinais e sintomas incluem dor abdominal em cólica no hipocôndrio direito, náuseas, vômitos e, ocasionalmente, icterícia, especialmente após refeições gordurosas.

Por que a anemia falciforme causa colelitíase?

A anemia falciforme causa hemólise crônica, liberando grandes quantidades de bilirrubina não conjugada. Essa bilirrubina é excretada na bile e pode precipitar como bilirrubinato de cálcio, formando cálculos biliares.

Quais outras condições podem causar colelitíase em crianças?

Além das doenças hemolíticas, outras condições incluem fibrose cística, doença de Crohn, uso prolongado de nutrição parenteral total, obesidade e certas síndromes genéticas.

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