Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2022
Em relação aos medicamentos associados ao aumento da incidência de colelitíase, assinale a alternativa CORRETA:
Diuréticos tiazídicos ↑ risco de colelitíase por alterar composição da bile.
Alguns medicamentos podem aumentar o risco de colelitíase, alterando a composição da bile ou a motilidade da vesícula biliar. Os diuréticos tiazídicos, embora menos comumente citados que outros, podem influenciar o metabolismo lipídico e a saturação biliar de colesterol, contribuindo para a formação de cálculos.
A colelitíase, ou presença de cálculos na vesícula biliar, é uma condição comum que pode ser assintomática ou causar sintomas como dor abdominal (cólica biliar), náuseas e vômitos. Embora a maioria dos cálculos seja de colesterol, fatores genéticos, dietéticos e hormonais desempenham um papel crucial em sua formação. Além desses, diversos medicamentos podem influenciar a composição da bile ou a motilidade da vesícula biliar, aumentando o risco de colelitíase. Entre os medicamentos que podem predispor à colelitíase, destacam-se os estrogênios (presentes em contraceptivos orais e terapia de reposição hormonal), que aumentam a saturação biliar de colesterol. Os fibratos, utilizados para dislipidemias, também elevam a secreção de colesterol na bile. O octreotide, um análogo da somatostatina, inibe a contração da vesícula biliar, levando à estase biliar. A ceftriaxona, um antibiótico, pode precipitar na bile com o cálcio, formando lama e cálculos. Os diuréticos tiazídicos, embora menos frequentemente associados a um risco elevado em comparação com os anteriores, podem influenciar o metabolismo lipídico e a composição da bile, contribuindo para a litogênese. É fundamental que o médico esteja ciente desses potenciais efeitos adversos ao prescrever medicamentos, especialmente em pacientes com outros fatores de risco para colelitíase, e considere a monitorização ou alternativas terapêuticas quando apropriado.
Os medicamentos mais conhecidos por aumentar o risco de colelitíase incluem estrogênios (em contraceptivos orais e terapia de reposição hormonal), fibratos (como genfibrozila), octreotide e ceftriaxona. Os diuréticos tiazídicos também podem estar associados.
Os estrogênios aumentam a secreção de colesterol na bile e diminuem a secreção de sais biliares, levando a uma bile mais litogênica (saturada de colesterol), o que favorece a formação de cálculos de colesterol.
A ceftriaxona é excretada na bile e pode precipitar com o cálcio, formando cristais que se acumulam na vesícula biliar, levando à formação de 'pseudocálculos' ou lama biliar, que podem evoluir para cálculos verdadeiros.
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