HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2025
Colelitíase é uma enfermidade frequente na gestação, sendo a segunda principal indicação não obstétrica de cirurgia neste grupo de pacientes. Em relação à colelitíase em pacientes gestantes, assinale a alternativa correta.
Colelitíase na gestação → maioria assintomática; 2ª causa cirúrgica não obstétrica (após apendicite).
Embora a gestação predisponha à formação de cálculos devido à estase biliar e saturação de colesterol, a maioria das pacientes permanece assintomática, não exigindo intervenção imediata.
A colelitíase é comum na gravidez devido ao aumento do estrogênio (que aumenta a secreção de colesterol) e da progesterona (que reduz a contratilidade da vesícula). Apesar da alta prevalência de barro biliar e cálculos, a conduta expectante é a regra para pacientes assintomáticas. O diagnóstico diferencial com outras causas de dor abdominal superior, como a síndrome HELLP e a esteatose hepática aguda da gravidez, é crucial para o manejo adequado.
A apendicectomia é a principal indicação cirúrgica não obstétrica durante a gravidez, seguida pela colecistectomia. Ambas podem ser realizadas via videolaparoscopia com segurança, preferencialmente no segundo trimestre, embora a técnica seja viável em qualquer estágio se houver indicação de urgência.
A cirurgia está indicada em casos de colecistite aguda, coledocolitíase ou pancreatite biliar. Casos assintomáticos devem ser manejados de forma conservadora. Se a cirurgia for necessária, o segundo trimestre é o período ideal devido ao menor risco de teratogênese e menor volume uterino facilitando o acesso.
Sim, a videolaparoscopia é considerada segura e é o padrão-ouro. Requer cuidados técnicos como a redução da pressão do pneumoperitônio (10-12 mmHg), posicionamento em decúbito lateral esquerdo para evitar compressão da veia cava e monitorização fetal intraoperatória.
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