UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2020
Paciente 18 anos, primigesta, queixa-se de dor abdominal direita há 4 semanas, em cólica, ao comer. Relata que a dor está associada à náusea e vômito e que a mesma apresenta irradiação para o ombro. A gestante tem antecedente familiar de diabetes. O diagnóstico mais provável é:
Gestante com dor abdominal direita em cólica, pós-prandial, com náuseas/vômitos e irradiação para ombro → Colelitíase.
A colelitíase é uma causa comum de dor abdominal em cólica, especialmente em gestantes, devido às alterações hormonais que favorecem a formação de cálculos biliares. A dor pós-prandial, com náuseas, vômitos e irradiação para o ombro direito, é altamente sugestiva de cólica biliar.
A colelitíase, ou presença de cálculos na vesícula biliar, é uma condição relativamente comum na gestação, afetando cerca de 5-10% das grávidas. As alterações fisiológicas da gravidez, como o aumento dos níveis de estrogênio (que eleva a saturação de colesterol na bile) e progesterona (que diminui a motilidade da vesícula biliar), contribuem para a formação e crescimento dos cálculos. A apresentação clínica típica da colelitíase é a cólica biliar, caracterizada por dor abdominal em cólica no quadrante superior direito ou epigástrio, que geralmente ocorre após as refeições (pós-prandial), pode durar de minutos a horas e frequentemente está associada a náuseas, vômitos e irradiação para o ombro direito ou dorso. O antecedente familiar de diabetes, embora não diretamente ligado à colelitíase, pode ser um fator de risco para doenças metabólicas em geral. O diagnóstico é feito principalmente pela ultrassonografia abdominal, que é segura e eficaz na gestação. O manejo inicial é conservador, com dieta, analgésicos e antieméticos. Em casos de colecistite aguda ou complicações, a colecistectomia pode ser necessária, preferencialmente no segundo trimestre. É crucial diferenciar a colelitíase de outras causas de dor abdominal na gravidez, como apendicite, pielonefrite ou pré-eclâmpsia.
Os sintomas incluem dor abdominal em cólica no quadrante superior direito ou epigástrio, frequentemente pós-prandial, associada a náuseas, vômitos e, por vezes, irradiação para o ombro direito ou dorso.
As alterações hormonais da gravidez, como o aumento do estrogênio e da progesterona, levam à supersaturação da bile com colesterol e à diminuição da motilidade da vesícula biliar, favorecendo a formação de cálculos.
A ultrassonografia abdominal é o método de escolha para o diagnóstico de colelitíase e colecistite na gestação, por ser segura, não invasiva e altamente sensível.
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