HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2015
Em relação à litíase biliar, qual alternativa não está relacionada à formação de colelitíase?
Fatores de risco para colelitíase: 4F's (Female, Forty, Fertile, Fat) + jejum prolongado, doença de Crohn, nutrição parenteral.
A ingestão prolongada de Aspirina (ácido acetilsalicílico) não é um fator de risco conhecido para a formação de colelitíase. Fatores como gravidez, dieta parenteral e doença de Crohn estão associados à estase biliar ou alterações na composição da bile, favorecendo a formação de cálculos.
A colelitíase, ou presença de cálculos na vesícula biliar, é uma condição comum com prevalência significativa na população adulta. Sua importância clínica reside tanto na possibilidade de ser assintomática quanto na capacidade de causar complicações graves como colecistite aguda, coledocolitíase, colangite e pancreatite biliar. Compreender os fatores de risco é fundamental para a prevenção e o manejo adequado dos pacientes. A fisiopatologia da colelitíase envolve um desequilíbrio entre os componentes da bile, principalmente colesterol, sais biliares e fosfolipídios, ou a presença de estase biliar. Fatores como hipercolesterolemia biliar (gravidez, obesidade), hipomotilidade da vesícula biliar (gravidez, jejum prolongado, nutrição parenteral) e alterações na circulação entero-hepática dos sais biliares (doença de Crohn, ressecção ileal) contribuem para a nucleação e crescimento dos cálculos. O diagnóstico é feito principalmente por ultrassonografia abdominal. O tratamento da colelitíase varia desde a observação em casos assintomáticos até a colecistectomia para pacientes sintomáticos ou com complicações. A identificação dos fatores de risco permite aconselhamento e, em alguns casos, intervenções para reduzir a probabilidade de formação de cálculos ou de recorrência. É crucial para o residente reconhecer esses fatores para uma abordagem clínica completa e para a preparação em provas de residência.
Os principais fatores incluem os "4 F's" (Female, Forty, Fertile, Fat), além de condições como gravidez, uso de estrogênios, perda rápida de peso, jejum prolongado, nutrição parenteral total, doença de Crohn e cirrose.
A gravidez aumenta os níveis de estrogênio e progesterona. O estrogênio eleva a secreção de colesterol na bile, enquanto a progesterona diminui a motilidade da vesícula biliar, levando à estase biliar e maior risco de formação de cálculos.
Na doença de Crohn, especialmente quando afeta o íleo terminal, há má absorção de sais biliares. Isso leva a uma diminuição da pool de sais biliares na bile, alterando a solubilidade do colesterol e favorecendo a precipitação e formação de cálculos.
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