UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2015
Quais das doenças ou situações abaixo NÃO aumentam a incidência de colelitíase?
Hipercolesterolemia ↑ colesterol sérico, mas não ↑ diretamente a incidência de colelitíase.
Embora a maioria dos cálculos biliares seja de colesterol, a hipercolesterolemia sérica não é um fator de risco direto para colelitíase. Os fatores de risco para cálculos de colesterol incluem obesidade, perda rápida de peso, multiparidade e uso de estrogênios.
A colelitíase, ou presença de cálculos na vesícula biliar, é uma condição comum com múltiplos fatores de risco. É fundamental para o residente compreender esses fatores para o diagnóstico e manejo adequados. Os cálculos podem ser de colesterol (mais comuns) ou pigmentados. Fatores como obesidade, multiparidade, sexo feminino, idade avançada e história familiar são bem estabelecidos para cálculos de colesterol. Doenças hemolíticas crônicas, como a anemia falciforme, aumentam o risco de cálculos pigmentados devido ao aumento da bilirrubina. É um erro comum associar diretamente a hipercolesterolemia sérica com o aumento da incidência de colelitíase. Embora a maioria dos cálculos seja de colesterol, o que importa é a supersaturação da bile com colesterol, e não necessariamente os níveis séricos elevados.
Os principais fatores incluem obesidade, perda rápida de peso, sexo feminino, multiparidade, idade avançada, história familiar, uso de estrogênios e algumas doenças como anemia falciforme e doença de Crohn.
A anemia falciforme causa hemólise crônica, levando ao aumento da bilirrubina não conjugada e à formação de cálculos biliares pigmentados, que são mais comuns nesses pacientes.
Cálculos de colesterol são os mais comuns, associados a supersaturação biliar de colesterol. Cálculos pigmentados são formados por sais de cálcio de bilirrubinato, frequentemente associados a hemólise ou infecções biliares.
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