SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2020
Os cálculos biliares estão entre as doenças gastrointestinais mais comuns que exigem hospitalização e os fatores de risco associados ao seu desenvolvimento são, EXCETO:
Fatores de risco para colelitíase: '5 F's' (Female, Forty, Fertile, Fat, Fair), perda ponderal rápida, ressecção ileal.
Os cálculos biliares são mais comuns em mulheres, com idade avançada, multíparas, obesas e com histórico familiar. Outros fatores importantes incluem perda de peso rápida, uso de estrogênios, doenças do íleo terminal (como Doença de Crohn ou ressecção) e certas condições hemolíticas. Sexo masculino não é um fator de risco, mas sim um fator protetor em comparação ao sexo feminino.
Os cálculos biliares, ou colelitíase, são uma condição gastrointestinal extremamente comum, afetando uma parcela significativa da população e sendo uma das principais causas de hospitalização por doenças digestivas. A prevalência aumenta com a idade e é maior em mulheres. A formação de cálculos biliares é um processo multifatorial, envolvendo supersaturação da bile com colesterol, nucleação de cristais e estase da vesícula biliar. O conhecimento dos fatores de risco é essencial para a prevenção e o manejo. Os fatores de risco clássicos são frequentemente resumidos pelos '5 F's': Female (sexo feminino), Forty (idade acima de 40 anos), Fertile (multíparas), Fat (obesas) e Fair (caucasianas, embora este último seja menos universal). Além desses, a perda ponderal rápida (especialmente após cirurgia bariátrica), o uso de estrogênios (contraceptivos orais, terapia de reposição hormonal), a ressecção do íleo terminal (que afeta a circulação entero-hepática dos sais biliares), doenças como diabetes mellitus e hipertrigliceridemia, e certas condições hemolíticas (que levam a cálculos pigmentados) são importantes. O sexo masculino, por outro lado, é considerado um fator protetor em comparação ao feminino. O manejo da colelitíase varia desde a observação assintomática até a colecistectomia para casos sintomáticos ou com complicações. A identificação dos fatores de risco permite aconselhamento e, em alguns casos, modificações no estilo de vida. A compreensão da fisiopatologia e dos fatores predisponentes é fundamental para residentes e profissionais de saúde na abordagem diagnóstica e terapêutica desta condição prevalente.
Os principais fatores de risco para cálculos biliares incluem sexo feminino, idade avançada, obesidade, gravidez, uso de estrogênios (terapia de reposição hormonal ou contraceptivos orais), perda ponderal rápida, dietas ricas em gordura e colesterol, doenças do íleo terminal (como Doença de Crohn ou ressecção ileal) e algumas doenças hemolíticas.
A gravidez e o sexo feminino aumentam o risco de colelitíase devido à influência hormonal. Os estrogênios aumentam a secreção de colesterol na bile, enquanto a progesterona diminui a motilidade da vesícula biliar, levando à estase biliar. Ambos os fatores favorecem a formação de cálculos de colesterol.
A ressecção do íleo terminal compromete a reabsorção de sais biliares, levando à sua perda fecal e à diminuição do pool de sais biliares. Isso resulta em bile supersaturada de colesterol, favorecendo a formação de cálculos biliares de colesterol. É um fator de risco importante em pacientes com doenças inflamatórias intestinais ou cirurgias prévias.
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