USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2025
Mulher, 37 anos de idade, sem comorbidades, foi submetida à ultrassonografia de abdome total durante investigação de infertilidade. O exame demonstrou vesícula biliar com dimensão e parede de espessura normais com múltiplos microcálculos. Após o resultado do exame, foram realizados os seguintes exames laboratoriais:FA: 84 U/LGGT: 90 U/LTGO/AST: 34 U/LTGP/ALT: 32 U/LCom relação à colelitíase nesta paciente, qual é a melhor conduta e a sua correta justificativa?
Microlitíase, mesmo assintomática, em paciente jovem (especialmente < 40-50 anos) → ↑ risco de complicações (pancreatite, colangite) → considerar colecistectomia.
Embora a colelitíase assintomática geralmente não exija cirurgia, a presença de microlitíase (cálculos < 3mm) aumenta significativamente o risco de complicações graves como pancreatite biliar e colangite, mesmo na ausência de sintomas biliares típicos. Em pacientes jovens, como a de 37 anos, a colecistectomia profilática é frequentemente recomendada para evitar essas complicações futuras.
A colelitíase, ou presença de cálculos na vesícula biliar, é uma condição comum, e a maioria dos pacientes permanece assintomática. Nesses casos, a conduta geralmente é o seguimento clínico, pois o risco de desenvolver sintomas ou complicações é baixo. No entanto, existem exceções importantes que justificam a colecistectomia profilática, mesmo na ausência de sintomas biliares típicos. Uma dessas exceções é a presença de microlitíase, definida como cálculos biliares menores que 3 mm. Esses pequenos cálculos têm maior probabilidade de migrar para o ducto biliar comum e causar obstrução, levando a complicações graves como pancreatite biliar aguda e colangite. A paciente do caso, com 37 anos e microlitíase, se encaixa nesse perfil de risco elevado. Outras indicações para colecistectomia profilática incluem vesícula em porcelana (alto risco de câncer de vesícula), cálculos maiores que 3 cm, pacientes com anemia falciforme, diabetes, imunossupressão, ou aqueles que serão submetidos a cirurgia bariátrica ou transplante de órgãos. A decisão deve ser individualizada, ponderando os riscos da cirurgia versus os riscos de complicações futuras da colelitíase.
A microlitíase aumenta o risco de complicações graves como pancreatite biliar aguda (devido à migração dos pequenos cálculos para o ducto biliar comum e obstrução do ducto pancreático) e colangite.
A colecistectomia profilática é considerada em casos de microlitíase, vesícula em porcelana, cálculos grandes (>3cm), pacientes com anemia falciforme, diabetes, imunossupressão, ou antes de cirurgia bariátrica ou transplante.
Pacientes mais jovens com microlitíase têm um risco cumulativo maior de desenvolver complicações ao longo da vida, justificando a intervenção precoce para prevenir morbidade futura.
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