SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
Mulher de 55 anos assintomática possui uma ultrassonografia de rotina abdominal que revela colelitíase com paredes finas, pólipo de 3mm e cálculo móvel de 3cm. A principal indicação profilática de colecistectomia, nesse caso, advém do:
Cálculo biliar > 2-3 cm em colelitíase assintomática → indicação de colecistectomia profilática devido ao risco de câncer.
Cálculos biliares grandes (geralmente > 2-3 cm) são um fator de risco independente para o desenvolvimento de carcinoma de vesícula biliar, mesmo em pacientes assintomáticos. Por isso, a colecistectomia profilática é indicada nesses casos.
A colelitíase assintomática é uma condição comum, e a maioria dos pacientes não necessita de colecistectomia. No entanto, existem situações específicas em que a cirurgia profilática é recomendada devido ao risco aumentado de complicações graves, como o carcinoma de vesícula biliar. A decisão de operar deve considerar o balanço entre os riscos cirúrgicos e os benefícios da prevenção. Um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de vesícula biliar em pacientes com colelitíase é o tamanho do cálculo. Cálculos biliares com diâmetro superior a 2-3 cm estão associados a um risco significativamente maior de malignidade, mesmo na ausência de sintomas. Acredita-se que a irritação mecânica crônica e a inflamação induzidas por cálculos grandes contribuam para a carcinogênese. Outras indicações para colecistectomia profilática incluem a vesícula em porcelana, pólipos de vesícula biliar maiores que 1 cm (ou pólipos de qualquer tamanho com crescimento rápido ou associados a colangite esclerosante primária), anemia falciforme (para prevenir crises de dor e complicações biliares), e pacientes que serão submetidos a cirurgia bariátrica ou transplante de órgãos. A síndrome de Mirizzi e a coledocolitíase são complicações da colelitíase sintomática, não indicações profiláticas para pacientes assintomáticos, embora o cálculo grande possa predispor a elas.
As principais indicações incluem cálculos biliares grandes (> 2-3 cm), vesícula em porcelana, pólipos de vesícula biliar > 1 cm, anemia falciforme, pacientes em lista de espera para transplante cardíaco ou bariátrica, e populações indígenas com alta incidência de câncer de vesícula.
Cálculos biliares grandes causam irritação crônica e inflamação na parede da vesícula biliar, o que pode levar a metaplasia, displasia e, eventualmente, carcinoma, mesmo na ausência de sintomas.
Pólipos de vesícula biliar menores que 10 mm geralmente não são uma indicação isolada para colecistectomia, a menos que haja outros fatores de risco ou crescimento documentado. O tamanho do cálculo é a indicação mais forte neste cenário.
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