SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2020
Mulher, 28 anos, realiza ultrassonografia de abdome total para avaliar uma dor pélvica. O exame identifica colelitíase. Em relação a esse diagnóstico, a paciente é assintomática. Na história natural dessa condição, é CORRETO afirmar que
Colelitíase: 80-85% assintomáticos; risco de sintomas ~1-2% ao ano.
A maioria dos pacientes com colelitíase é assintomática, e o risco de desenvolver sintomas ou complicações é relativamente baixo anualmente. A decisão de intervir cirurgicamente deve considerar a presença de sintomas ou fatores de risco específicos para complicações.
A colelitíase, ou presença de cálculos na vesícula biliar, é uma condição comum, afetando uma parcela significativa da população mundial. É crucial para residentes e estudantes de medicina compreenderem sua história natural, especialmente a distinção entre pacientes sintomáticos e assintomáticos, pois isso guia as decisões terapêuticas. A prevalência de colelitíase assintomática é alta, com a maioria dos portadores nunca desenvolvendo sintomas. A fisiopatologia envolve a supersaturação da bile com colesterol ou bilirrubinato, levando à formação dos cálculos. O diagnóstico é feito por ultrassonografia abdominal. A suspeita de colelitíase assintomática surge frequentemente como achado incidental em exames de imagem realizados por outras razões. É fundamental diferenciar a dor pélvica de outras causas antes de atribuí-la aos cálculos biliares. O tratamento da colelitíase assintomática é, na maioria dos casos, expectante, com acompanhamento clínico. A colecistectomia é reservada para pacientes sintomáticos ou com fatores de risco específicos para complicações graves, como vesícula em porcelana ou cálculos muito grandes. O prognóstico para pacientes assintomáticos é geralmente bom, com baixo risco de progressão para complicações que justifiquem uma intervenção cirúrgica profilática.
Embora a maioria seja assintomática, complicações como pancreatite biliar, coledocolitíase e colecistite aguda podem ocorrer. O risco anual de complicações graves é baixo, mas cumulativo.
A colecistectomia profilática é raramente indicada para colelitíase assintomática, exceto em casos específicos como vesícula em porcelana, cálculos grandes (>3cm), anemia falciforme, ou antes de cirurgia bariátrica/transplante.
O risco de um paciente assintomático desenvolver sintomas biliares é de aproximadamente 1-2% ao ano. A maioria dos pacientes permanece assintomática por toda a vida.
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