SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023
Uma paciente de 45 anos de idade, assintomática, com índice de massa corpórea (IMC) igual a 34, sem comorbidades, compareceu ao consultório após ter sido diagnosticada, por meio de ultrassom de rotina, com colelitíase, tendo o ultrassom evidenciado a presença de microcálculos (menores que 0,5 cm).Nesse caso clínico hipotético,
Colelitíase assintomática + microcálculos (<0,5cm) + obesidade = ↑ risco pancreatite aguda → Colecistectomia indicada.
Pacientes com colelitíase assintomática geralmente não necessitam de cirurgia. No entanto, a presença de microcálculos (<0,5 cm), especialmente em pacientes obesos, aumenta significativamente o risco de migração para o ducto biliar comum e desenvolvimento de pancreatite aguda, justificando a colecistectomia profilática.
A colelitíase assintomática é um achado comum em exames de imagem de rotina, e na maioria dos casos, a conduta é expectante, sem indicação de colecistectomia. No entanto, existem situações específicas em que a cirurgia profilática é recomendada devido ao risco aumentado de complicações graves. Uma dessas situações é a presença de microcálculos, geralmente definidos como cálculos menores que 0,5 cm. A relevância dos microcálculos reside no seu maior potencial de migração para o ducto biliar comum, onde podem causar obstrução e levar a complicações como colangite e, principalmente, pancreatite aguda biliar. Pacientes obesos, como o caso da questão (IMC 34), já possuem um risco aumentado de colelitíase e suas complicações, o que reforça a indicação cirúrgica na presença de microcálculos. Outras indicações para colecistectomia em colelitíase assintomática incluem vesícula em porcelana, pólipos de vesícula biliar maiores que 1 cm, e pacientes com anemia falciforme ou que serão submetidos a cirurgia bariátrica. Para residentes, é crucial saber diferenciar a colelitíase assintomática que pode ser observada daquela que requer intervenção cirúrgica. A avaliação do tamanho dos cálculos, a presença de comorbidades e o risco individual de complicações são fatores determinantes na decisão clínica. A colecistectomia, nesse cenário, visa prevenir eventos agudos que podem ser de difícil manejo e com alta morbimortalidade.
Geralmente, a cirurgia não é indicada para colelitíase assintomática. No entanto, exceções incluem microcálculos (<0,5 cm), vesícula em porcelana, pólipos >1 cm, anemia falciforme e candidatos a cirurgia bariátrica.
Microcálculos são pequenos o suficiente para migrar mais facilmente da vesícula biliar para o ducto biliar comum, onde podem obstruir a ampola de Vater e causar pancreatite biliar.
A obesidade é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de colelitíase, pois está associada a alterações na composição da bile, aumentando a saturação de colesterol e a formação de cálculos.
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