Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021
Homem de 65 anos de idade faz um ultrassom para rastreamento de aneurisma de aorta abdominal, sendo encontrados múltiplos cálculos na vesícula biliar menores que 1 cm de tamanho, sem dilatação de ductos biliares. Ele não tem sintomas e não há doenças prévias. Exame físico: normal. A conduta mais adequada para a litíase biliar desse paciente é solicitar
Colelitíase assintomática, sem complicações ou fatores de risco → Observação clínica.
A colelitíase assintomática, como no caso de cálculos biliares encontrados incidentalmente sem sintomas ou complicações, geralmente não requer intervenção cirúrgica. A conduta mais adequada é a observação clínica, pois o risco de desenvolver sintomas ou complicações é baixo e não justifica os riscos de uma colecistectomia profilática.
A colelitíase, ou presença de cálculos na vesícula biliar, é uma condição comum, mas a maioria dos pacientes permanece assintomática. A descoberta incidental de cálculos biliares em exames de imagem realizados por outras razões é frequente. Nesses casos, a conduta mais adequada é um ponto crucial na prática médica, especialmente para residentes. A decisão de intervir cirurgicamente na colelitíase assintomática deve ser cuidadosamente ponderada. As diretrizes atuais recomendam a observação clínica para a grande maioria dos pacientes assintomáticos, pois o risco de desenvolver sintomas ou complicações graves é baixo (cerca de 1-2% ao ano). A colecistectomia profilática não é rotineiramente indicada, uma vez que os riscos da cirurgia (mesmo laparoscópica) podem superar os benefícios em pacientes sem sintomas. Existem poucas exceções onde a colecistectomia pode ser considerada em pacientes assintomáticos, como vesícula em porcelana (devido ao risco aumentado de câncer), cálculos biliares muito grandes (>3 cm), pólipos vesiculares associados (>1 cm), pacientes com anemia falciforme ou aqueles que serão submetidos a cirurgia bariátrica ou transplante de órgãos. No caso apresentado, o paciente não possui nenhum desses fatores de risco adicionais, reforçando a conduta de observação clínica.
As indicações são raras e incluem vesícula em porcelana, cálculos muito grandes (>3 cm), pólipos vesiculares associados (>1 cm), anemia falciforme, transplante de órgãos e pacientes que serão submetidos a cirurgia bariátrica.
As principais complicações incluem colecistite aguda, coledocolitíase, colangite, pancreatite biliar e, raramente, câncer de vesícula biliar.
A maioria dos pacientes com colelitíase assintomática permanece assintomática por toda a vida. O risco de desenvolver sintomas ou complicações é baixo, e os riscos inerentes à colecistectomia (mesmo laparoscópica) geralmente superam os benefícios de uma cirurgia profilática.
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