PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2023
Uma menina de 9 anos com anemia falciforme apresenta náuseas, dor abdominal e vômitos por 10 horas. Ela teve vários episódios semelhantes que se resolveram em poucas horas. A paciente está levemente ictérica e apresenta sensibilidade no quadrante superior direito do abdome. Selecione o exame mais sensível e específico para o diagnóstico:
Anemia falciforme + dor QSD + icterícia → USG abdome para colelitíase/colecistite.
Pacientes com anemia falciforme têm maior risco de colelitíase devido à hemólise crônica e formação de cálculos biliares de bilirrubinato. A ultrassonografia é o exame de escolha por ser não invasiva, de baixo custo e altamente sensível e específica para detectar cálculos e inflamação da vesícula biliar.
A anemia falciforme é uma hemoglobinopatia genética que causa hemólise crônica e diversas complicações. A dor abdominal é uma queixa comum, podendo ser decorrente de crises vaso-oclusivas, sequestro esplênico ou hepático, ou complicações biliares. A colelitíase é uma das complicações gastrointestinais mais frequentes em pacientes com anemia falciforme, afetando uma parcela significativa deles, inclusive crianças. A fisiopatologia da colelitíase na anemia falciforme está ligada à hemólise crônica, que resulta em níveis elevados de bilirrubina não conjugada. Essa bilirrubina é excretada na bile e pode precipitar, formando cálculos biliares de bilirrubinato, também conhecidos como cálculos pigmentados. Os sintomas incluem náuseas, vômitos, dor abdominal no quadrante superior direito e icterícia. O diagnóstico diferencial com outras causas de dor abdominal é fundamental. A ultrassonografia do abdome é o exame de imagem de primeira linha para a investigação de colelitíase e colecistite aguda. É um método não invasivo, sem radiação, de baixo custo e alta acurácia para visualizar cálculos biliares, espessamento da parede da vesícula e dilatação das vias biliares. O manejo pode variar desde observação até colecistectomia, dependendo da presença de sintomas e complicações.
As causas incluem crises vaso-oclusivas, sequestro esplênico/hepático, colelitíase/colecistite, apendicite e outras condições abdominais agudas. A diferenciação é crucial para o manejo adequado.
A ultrassonografia é não invasiva, de baixo custo, amplamente disponível e possui alta sensibilidade e especificidade para detectar cálculos biliares e sinais de inflamação da vesícula biliar, como espessamento da parede.
A hemólise crônica característica da anemia falciforme leva a um aumento da produção de bilirrubina não conjugada, que é excretada na bile e pode precipitar, formando cálculos biliares de bilirrubinato, aumentando o risco de colelitíase.
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