SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2021
Qual é a principal complicação de colelitíase?
Colelitíase: Principal complicação é a colecistite aguda (CAC), seguida por coledocolitíase e pancreatite biliar.
A principal complicação da colelitíase (cálculos biliares) é a colecistite aguda calculosa (CAC), que ocorre quando um cálculo obstrui o ducto cístico, levando à inflamação da vesícula biliar. Outras complicações importantes incluem coledocolitíase (cálculo no ducto colédoco), colangite aguda e pancreatite biliar, todas com potencial de morbimortalidade significativa.
A colelitíase, ou presença de cálculos na vesícula biliar, é uma condição extremamente comum, afetando uma parcela significativa da população adulta. Embora muitos pacientes permaneçam assintomáticos, a colelitíase pode levar a diversas complicações, sendo a colecistite aguda calculosa (CAC) a mais frequente e a principal causa de morbidade e intervenção cirúrgica. A colecistite aguda ocorre quando um cálculo biliar obstrui o ducto cístico, resultando em inflamação da vesícula biliar. Os sintomas típicos incluem dor intensa no quadrante superior direito do abdome, febre, náuseas e vômitos, e sinal de Murphy positivo. Outras complicações importantes da colelitíase incluem a coledocolitíase (migração de cálculos para o ducto biliar comum), que pode levar à colangite aguda (infecção das vias biliares) e à pancreatite biliar (inflamação do pâncreas devido à obstrução da ampola de Vater). Complicações mais raras, mas graves, como o empiema da vesícula biliar (pus na vesícula), gangrena da vesícula biliar e, em casos muito crônicos, o carcinoma da vesícula biliar, também podem ocorrer. O tratamento da colelitíase sintomática e de suas complicações é a colecistectomia, preferencialmente por via laparoscópica, que é um dos procedimentos cirúrgicos mais realizados globalmente.
CAC é a inflamação aguda da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar, levando a dor no quadrante superior direito, febre e leucocitose.
Outras complicações incluem coledocolitíase (cálculos no ducto biliar comum), colangite aguda (infecção das vias biliares), pancreatite biliar e, mais raramente, síndrome de Mirizzi, fístula colecistoentérica e íleo biliar.
O diagnóstico é clínico (dor, febre, Murphy positivo) e confirmado por ultrassonografia (cálculos, espessamento da parede, líquido perivesicular). O tratamento padrão é a colecistectomia, geralmente laparoscópica.
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