PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024
Uma mulher obesa de 55 anos, sem histórico médico significativo, queixa-se de dor abdominal aguda e intermitente há 1 mês, no Quadrante Superior Direito (QSD) do abdome com irradiação para o epigástrio. Seus episódios de dor duram aproximadamente 15 minutos, estão associados a náuseas sem vômitos e parecem ser exacerbados por alimentos, especialmente alimentos gordurosos. Nega febre, calafrios, icterícia, fezes acólicas ou colúria associadas. Seu passado médico é significativo apenas para Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), ela não fuma nem bebe e nega qualquer histórico familiar significativo. Seus sinais vitais estão dentro dos limites normais. Qual o melhor exame inicial para determinar a etiologia da dor desta paciente?
Dor QSD pós-prandial gordurosa + náuseas em mulher obesa = Suspeita de colelitíase → USG abdome inicial.
A apresentação clínica de dor no QSD com irradiação para o epigástrio, exacerbada por alimentos gordurosos, e associada a náuseas, em uma mulher obesa de meia-idade, é altamente sugestiva de colelitíase ou cólica biliar. A ultrassonografia abdominal é o exame de escolha para detectar cálculos na vesícula biliar.
A colelitíase, ou presença de cálculos na vesícula biliar, é uma condição comum, especialmente em mulheres obesas de meia-idade. Embora muitos pacientes sejam assintomáticos, a cólica biliar é a manifestação mais frequente, caracterizada por dor abdominal no QSD pós-prandial, que pode ser intensa e intermitente. O diagnóstico da colelitíase é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de primeira linha, com alta acurácia para identificar cálculos biliares, espessamento da parede da vesícula e dilatação das vias biliares. É um método rápido, seguro e acessível, que permite confirmar a presença de cálculos e excluir outras causas de dor abdominal. O tratamento da colelitíase sintomática é a colecistectomia, geralmente por via laparoscópica. Em casos de cólica biliar, o manejo inicial inclui analgesia e dieta com restrição de gorduras. É fundamental que o residente saiba identificar os sintomas e solicitar o exame de imagem correto para um diagnóstico e tratamento adequados, prevenindo complicações como colecistite aguda ou pancreatite biliar.
A cólica biliar é caracterizada por dor aguda e intermitente no quadrante superior direito do abdome, que pode irradiar para o epigástrio ou dorso. Geralmente, é desencadeada por refeições gordurosas e pode vir acompanhada de náuseas.
A ultrassonografia é o exame de escolha para colelitíase por ser não invasiva, de baixo custo, amplamente disponível e ter alta sensibilidade e especificidade para detectar cálculos na vesícula biliar, além de avaliar a parede da vesícula e as vias biliares.
Os principais fatores de risco para colelitíase incluem ser mulher, idade avançada, obesidade, gravidez, uso de estrogênios, perda de peso rápida, doenças inflamatórias intestinais e histórico familiar. A regra dos '4 Fs' (Female, Forty, Fertile, Fat) é um mnemônico útil.
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