SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025
Uma mulher de 45 anos, obesa com histórico de múltiplas gestações, apresenta dor intensa no hipocôndrio direito, que ocorre geralmente após as refeições, especialmente após o consumo de alimentos gordurosos. A dor é acompanhada de náuseas e dura cerca de 2 horas, desaparecendo espontaneamente. Não há febre, terícia ou sinais de instabilidade hemodinâmica. O ultrassom abdominal revela múltiplos cálculos na vesícula biliar. Assinale a alternativa que apresenta o próximo passo mais adequado no manejo dessa paciente:
Cólica biliar recorrente + Colelitíase = Colecistectomia Videolaparoscópica.
Pacientes sintomáticos com colelitíase têm indicação cirúrgica eletiva para prevenir complicações graves como colecistite aguda, colangite ou pancreatite biliar.
A colelitíase é uma condição prevalente, especialmente em mulheres, obesas, multíparas e acima dos 40 anos (os '4 Fs': Female, Fat, Fertile, Forty). A fisiopatologia envolve o desequilíbrio na solubilidade do colesterol na bile, levando à formação de cristais e cálculos. O diagnóstico é eminentemente clínico e confirmado por ultrassonografia abdominal, que possui alta sensibilidade e especificidade. Uma vez que o paciente apresenta sintomas (cólica biliar), o risco de complicações futuras aumenta significativamente, tornando a colecistectomia videolaparoscópica o tratamento de escolha devido à rápida recuperação, menor dor pós-operatória e melhores resultados estéticos.
O sintoma clássico é a cólica biliar: dor intensa no hipocôndrio direito ou epigástrio, frequentemente desencadeada por refeições gordurosas, podendo irradiar para o dorso ou escápula direita. Geralmente dura entre 30 minutos e 6 horas e pode vir acompanhada de náuseas e vômitos.
O tratamento clínico com ácidos biliares tem baixa eficácia, alta taxa de recidiva e só funciona para cálculos pequenos de colesterol. A cirurgia (colecistectomia) resolve definitivamente o problema e previne complicações como colecistite, coledocolitíase e pancreatite, que têm maior morbimortalidade.
Não. Cálculos assintomáticos achados incidentalmente geralmente são acompanhados clinicamente. As exceções para cirurgia em assintomáticos incluem: vesícula em porcelana, cálculos > 3cm, pólipos de vesícula associados, anomalias congênitas ou pacientes que serão submetidos a cirurgia bariátrica.
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