UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2015
Paciente com colecistopatia crônica calculosa e coledocolitíase com colédoco de 8 mm de diâmetro, sem icterícia, o tratamento é:
Coledocolitíase sem icterícia com colédoco dilatado (8mm) → Colecistectomia + exploração laparoscópica OU CPER pré/pós-operatória.
Em pacientes com coledocolitíase sem icterícia, mas com dilatação do colédoco, a remoção dos cálculos da via biliar principal é imperativa. As opções incluem a exploração laparoscópica do colédoco durante a colecistectomia ou a realização de CPER (colangiopancreatografia endoscópica retrógrada) para papilotomia e retirada dos cálculos, seja antes ou após a cirurgia.
A coledocolitíase, presença de cálculos na via biliar principal, é uma complicação comum da colecistopatia crônica calculosa e exige tratamento específico para prevenir morbidade e mortalidade. Sua prevalência aumenta com a idade e pode levar a quadros de colangite, pancreatite biliar e icterícia obstrutiva. O diagnóstico é frequentemente suspeitado por ultrassonografia e confirmado por colangiorressonância ou CPER. Mesmo em pacientes assintomáticos ou com sintomas leves, como no caso de colédoco dilatado sem icterícia, a presença de cálculos na via biliar principal é uma indicação para intervenção. A fisiopatologia envolve a migração de cálculos da vesícula biliar para o ducto colédoco, causando obstrução e inflamação. A dilatação do colédoco (geralmente > 6-8 mm) é um sinal importante de obstrução prévia ou atual. O tratamento da coledocolitíase pode ser realizado por exploração laparoscópica do colédoco, realizada concomitantemente à colecistectomia videolaparoscópica, ou por CPER com papilotomia e retirada dos cálculos, que pode ser feita antes, durante ou após a cirurgia. A escolha da abordagem depende da experiência do centro, da disponibilidade de recursos e das características clínicas do paciente. Ambas as opções visam a desobstrução da via biliar e a prevenção de complicações futuras.
A coledocolitíase deve ser tratada em todos os pacientes, mesmo assintomáticos, devido ao risco de complicações graves como colangite, pancreatite biliar e icterícia obstrutiva. A presença de cálculos na via biliar principal é a principal indicação.
A exploração laparoscópica do colédoco é um procedimento cirúrgico realizado durante a colecistectomia para remover cálculos diretamente da via biliar. A CPER é um procedimento endoscópico que permite a papilotomia e retirada dos cálculos da via biliar, podendo ser feita antes, durante ou após a cirurgia.
A colecistectomia videolaparoscópica isolada não é suficiente quando há coledocolitíase, ou seja, cálculos na via biliar principal. Nesses casos, é necessário um procedimento adicional para remover esses cálculos e evitar complicações.
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