Coledocolitíase Residual: Manejo e CPRE

UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2017

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 45 anos de idade, com história pregressa de colecistectomia videolaparoscópica realizada há seis meses devido à colelitíase, relata o surgimento de dor abdominal em andar superior com irradicação para o dorso há 5 dias, associada à colúria e icterícia. Submetido à colangiorressonância, que evidenciou coledocolitíase e dilatação das vias biliares (12 mm). Assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) Trata-se de um provável caso de litíase residual, haja vista que o surgimento dos sintomas se deu dentro do intervalo de dois anos após a colecistectomia, pode ser manejada por colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPRE) com papilotomia e coledocolitotomia.
  2. B) A CPRE com papilotomia e coledocolitotomia é um procedimento que pode ser realizado antes mesmo da colecistectomia videolaparoscópica.
  3. C) A litíase biliar residual apresenta risco para o desenvolvimento de episódios de colangite e pancreatite biliar aguda, portanto merece tratamento específico para a prevenção de complicações.
  4. D) O tratamento mais adequado é a realização de uma derivação bileodigestiva do tipo hepaticojejunal, em função do grau da ectasia das vias biliares e o risco subsequente de formação de novos cálculos na árvore biliar principal após o tratamento endoscópico. 
  5. E) Entre as complicações associadas à CPRE com papilotomia e coledocolitotomia, destacam-se a pancreatite aguda, hemorragia, perfuração duodenal e colangite.

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