FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025
Um paciente foi colecistectomizado há sete anos, e, atualmente, se queixa de dor abdominal, icterícia e náusea. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a sequência diagnóstica e terapêutica recomendada.
Dor abdominal, icterícia e náusea pós-colecistectomia → suspeitar coledocolitíase; sequência: bilirrubinas, amilase, CPRM, CPRE.
A síndrome pós-colecistectomia pode incluir coledocolitíase residual ou de novo. A icterícia e dor sugerem obstrução biliar, sendo a dosagem de bilirrubinas e enzimas pancreáticas inicial, seguida de imagem não invasiva (CPRM) e, se confirmada, terapêutica (CPRE).
A coledocolitíase pós-colecistectomia, muitas vezes referida como parte da síndrome pós-colecistectomia, ocorre quando cálculos biliares se formam ou migram para o ducto biliar comum após a remoção da vesícula biliar. É uma condição importante a ser reconhecida por residentes, pois pode levar a complicações graves como colangite e pancreatite. A apresentação clínica típica inclui dor abdominal, icterícia e náuseas. A investigação inicial envolve exames laboratoriais, como dosagem de bilirrubinas (total e frações) e enzimas hepáticas e pancreáticas (amilase, lipase). A colangioressonância (CPRM) é o método de imagem de escolha para confirmar a presença de cálculos no ducto biliar comum de forma não invasiva, antes de procedimentos invasivos. Uma vez confirmada a coledocolitíase, a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) é o procedimento terapêutico de escolha. A CPRE permite a remoção dos cálculos e a resolução da obstrução biliar, prevenindo complicações. É crucial seguir uma sequência diagnóstica e terapêutica racional para otimizar os resultados e minimizar riscos ao paciente.
Os sintomas incluem dor abdominal no quadrante superior direito, icterícia (amarelamento da pele e olhos), náuseas, vômitos e, em casos mais graves, febre e calafrios (colangite), indicando obstrução biliar.
A CPRM é um exame não invasivo que permite visualizar as vias biliares com alta sensibilidade e especificidade para cálculos, evitando os riscos da CPRE diagnóstica, que é um procedimento invasivo e terapêutico.
A CPRE é tanto diagnóstica quanto terapêutica, permitindo a remoção de cálculos do ducto biliar comum, dilatação de estenoses e colocação de stents, sendo o tratamento de escolha para coledocolitíase obstrutiva.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo