Coledocolitíase: Manejo com CPRE e Colecistectomia

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2021

Enunciado

Mulher, 35 anos de idade, é admitida no PS com queixa de dor em cólica no hipocôndrio direito há 3 dias, com melhora há 1 dia, quando passou a apresentar urina escura e olhos amarelados. Examefísico: BEG, afebril, ictérica +/4+. Ultrassonografia: cálculos na vesícula biliar e um cálculo no colédoco. Hemograma sem leucocitose, bilirrubina direta = 2,5 mg/dL (VR: < 0,3 mg/dL) e amilase = 105 UI/L (VR: < 125 UI/L). Colangiorressonância: hepatocolédoco medindo 10 mm contendo um cálculo de 1 cm. Qual é a melhor conduta?

Alternativas

  1. A) Papilotomia com retirada do cálculo por via endoscópica e colecistectomia laparoscópica na mesma internação.
  2. B) Papilotomia com retirada do cálculo por via endoscópica e colecistectomia laparoscópica, após 4 a 6 semanas.
  3. C) Papilotomia com retirada do cálculo por via endoscópica e colecistectomia laparoscópica em um só tempo cirúrgico, após 4 a 6 semanas.
  4. D) Colecistectomia por via laparoscópica e programar a realização de papilotomia endoscópica para clareamento da via biliar.

Pérola Clínica

Coledocolitíase sintomática → CPRE + colecistectomia laparoscópica na mesma internação.

Resumo-Chave

A presença de cálculo no colédoco (coledocolitíase) com icterícia obstrutiva requer a desobstrução da via biliar. A CPRE é o método de escolha para a retirada do cálculo, seguida da colecistectomia laparoscópica na mesma internação para prevenir novos episódios.

Contexto Educacional

A coledocolitíase, presença de cálculos no ducto biliar comum, é uma complicação comum da colelitíase e pode levar a quadros graves como colangite e pancreatite aguda. O caso clínico apresenta uma paciente com icterícia obstrutiva (bilirrubina direta elevada, urina escura, olhos amarelados) e evidência de cálculo no colédoco por ultrassonografia e colangiorressonância, confirmando o diagnóstico. A conduta para coledocolitíase sintomática é a desobstrução da via biliar, preferencialmente por CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica) com papilotomia e retirada do cálculo. Após a desobstrução, a colecistectomia laparoscópica é imperativa para remover a vesícula biliar, que é a fonte dos cálculos, prevenindo recorrências. A melhor prática é realizar a CPRE e a colecistectomia laparoscópica na mesma internação, ou em um curto intervalo de tempo, para evitar novas complicações. Adiar a colecistectomia por semanas aumenta o risco de novos episódios de coledocolitíase ou colecistite aguda. A opção A reflete a conduta mais atual e segura para o paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas de coledocolitíase?

A coledocolitíase pode se manifestar com dor em cólica no hipocôndrio direito, icterícia (olhos e pele amarelados), colúria (urina escura) e acolia fecal (fezes claras), além de febre e calafrios se houver colangite.

Qual o papel da CPRE no tratamento da coledocolitíase?

A CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica) é o procedimento de escolha para a remoção de cálculos do ducto biliar comum, aliviando a obstrução e prevenindo complicações como colangite e pancreatite.

Por que a colecistectomia é indicada após a CPRE na coledocolitíase?

A colecistectomia é realizada para remover a vesícula biliar, que é a fonte dos cálculos. Isso previne a formação de novos cálculos e a recorrência de coledocolitíase ou outras complicações biliares.

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