Coledocolitíase Pós-Colecistectomia: Manejo com CPER

Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2022

Enunciado

Sra. Carla Roberta do Carmo, 45 anos, submetida à colecistectomia videolaparoscópica por colelitíase há 1 ano. Evoluindo com icterícia de padrão obstrutivo e, durante investigação diagnóstica, é constatado quadro de coledocolitíase em colangiorressonância. Qual seria sua conduta inicial?

Alternativas

  1. A) Exploração cirúrgica de vias biliares por videolaparoscopia.
  2. B) CPER (colangiopancreatografia endoscópica retrógrada).
  3. C) Exploração cirúrgica de vias biliares por laparotomia.
  4. D) Drenagem percutânea de via biliar guiada por exame de imagem.

Pérola Clínica

Coledocolitíase pós-colecistectomia com icterícia obstrutiva → CPER é conduta inicial de escolha.

Resumo-Chave

A CPER é o método preferencial para o tratamento da coledocolitíase, especialmente em pacientes com icterícia obstrutiva, pois permite tanto o diagnóstico quanto a remoção do cálculo em um único procedimento minimamente invasivo. É crucial para desobstruir a via biliar e prevenir complicações como colangite.

Contexto Educacional

A coledocolitíase, presença de cálculos no ducto biliar comum, é uma complicação que pode ocorrer mesmo após a colecistectomia, manifestando-se com icterícia obstrutiva. Sua importância clínica reside no risco de colangite aguda, pancreatite biliar e sepse, tornando o diagnóstico e tratamento precoces cruciais para evitar morbimortalidade e melhorar o prognóstico do paciente. O diagnóstico é frequentemente sugerido por exames de imagem como a ultrassonografia e confirmado por colangiorressonância, que demonstra a presença dos cálculos. A fisiopatologia envolve a migração de cálculos da vesícula biliar (antes da colecistectomia) ou a formação de novos cálculos no ducto comum. A suspeita deve surgir em pacientes com dor abdominal, icterícia e elevação de enzimas hepáticas e bilirrubinas. A conduta inicial para coledocolitíase com icterícia obstrutiva é a CPER (Colangiopancreatografia Endoscópica Retrógrada). Este procedimento endoscópico permite a visualização direta das vias biliares, a realização de papilotomia e a extração dos cálculos, aliviando a obstrução. Em casos de falha da CPER ou contraindicações, a exploração cirúrgica das vias biliares pode ser considerada como alternativa.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas de coledocolitíase após colecistectomia?

Os sinais incluem icterícia (amarelamento da pele e olhos), dor abdominal no quadrante superior direito, febre e colúria. A icterícia de padrão obstrutivo é um achado chave que indica a necessidade de intervenção imediata.

Por que a CPER é a conduta inicial preferencial para coledocolitíase?

A CPER permite tanto o diagnóstico preciso quanto a remoção terapêutica dos cálculos do ducto biliar comum em um único procedimento, sendo menos invasiva que a cirurgia e eficaz na desobstrução. Isso reduz o tempo de internação e a recuperação do paciente.

Quais são as principais complicações da CPER?

As complicações mais comuns incluem pancreatite pós-CPER, perfuração, hemorragia e colangite. A taxa de complicação é geralmente baixa, mas requer atenção e manejo adequado para minimizar riscos.

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