Coledocolitíase: Diagnóstico e Conduta com CPRE

Centro Universitário FMABC — Prova 2024

Enunciado

Mulher, 45 anos, relatou em consulta náuseas e mal-estar. Ao ser inquerida sobre os hábitos urinários, informou apenas que a cor da urina está mais escura que o habitual nas últimas semanas. De antecedentes pessoais mórbidos, contou que há 6 meses foi submetida à colecistectomia por via laparoscópica devido à colelitíase. Ao exame clínico, presença de icterícia leve; exame abdominal normal. O exame de ultrassonografia evidenciou rins de aspectos normais; fígado e vias biliares: presença de imagem de cálculo de 9 mm em colédoco, que tem 11 mm de diâmetro. AST = 48 UI/L; ALT = 40 UI/L, Fostatase alcalina = 245 UI/L, bilirrubina total de 3,5 mg/dL, às custas de bilirrubina direta. Amilase e lipase = normais. Em relação ao caso clínico, qual das condutas a seguir está mais indicada para a paciente?

Alternativas

  1. A) Deve-se realizar litotripsia extracorpórea associada ao ácido ursacólico para dissolução não cirúrgica do cálculo coledociano.
  2. B) A ausência de dor abdominal requer a investigação de outra situação clínica com exames clínicos seriados e laboratoriais.
  3. C) Está indicada a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) para remoção do cálculo.
  4. D) O tratamento por videolaparoscopia da coledocolitíase está contraindicado, tendo em vista que a paciente não apresenta colangite aguda.
  5. E) Deve-se realizar biópsia hepática, pois os testes bioquímicos hepáticos têm pouca utilidade em excluir a presença de coledocolitíase por terem baixo valor preditivo negativo e alto valor preditivo positivo.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo