SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2022
Qual a melhor conduta para um paciente com quadro de colecistopatia calculosa apresentando coledocolitíase secundária:
Coledocolitíase + Colecistopatia Calculosa → CPRE para desobstrução, seguida de Colecistectomia Videolaparoscópica.
A coledocolitíase, presença de cálculos no ducto colédoco, exige desobstrução para evitar complicações graves como colangite e pancreatite. A CPRE é o método de escolha para remover esses cálculos, e a colecistectomia videolaparoscópica subsequente trata a causa primária (colecistopatia calculosa) e previne recorrências.
A coledocolitíase, ou presença de cálculos no ducto biliar comum (colédoco), é uma complicação comum da colecistopatia calculosa, afetando cerca de 10-15% dos pacientes com cálculos na vesícula biliar. Sua importância clínica reside no risco de obstrução biliar, que pode levar a quadros graves como colangite aguda, pancreatite biliar e icterícia obstrutiva, exigindo intervenção rápida para evitar morbimortalidade significativa. A fisiopatologia envolve a migração de cálculos da vesícula biliar para o ducto colédoco, causando obstrução. O diagnóstico é suspeitado por sintomas como dor biliar, icterícia e alterações laboratoriais (elevação de bilirrubinas, fosfatase alcalina e gama-GT) e confirmado por exames de imagem como ultrassonografia, colangioressonância (CPRM) ou ultrassonografia endoscópica (USE). A suspeita deve ser alta em pacientes com colecistopatia calculosa e sintomas obstrutivos. O tratamento padrão-ouro para coledocolitíase secundária à colecistopatia calculosa é a desobstrução do ducto biliar comum, geralmente realizada por Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE), seguida pela colecistectomia videolaparoscópica para remover a vesícula biliar e prevenir novas migrações de cálculos. A CPRE permite a esfincterotomia e a extração dos cálculos, enquanto a colecistectomia trata a doença de base. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas atrasos podem levar a complicações fatais.
A coledocolitíase pode se manifestar com dor abdominal em cólica no quadrante superior direito, icterícia (pele e olhos amarelados), colúria, acolia fecal e, em casos de complicação, febre e calafrios (colangite).
A CPRE é um procedimento minimamente invasivo que permite a remoção dos cálculos do ducto biliar comum sem a necessidade de uma incisão cirúrgica maior, resultando em menor tempo de recuperação e menos complicações em comparação com a exploração cirúrgica aberta das vias biliares.
As complicações mais sérias da coledocolitíase não tratada incluem colangite aguda (infecção grave das vias biliares), pancreatite biliar aguda e cirrose biliar secundária, todas com alta morbimortalidade.
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