Coledocolitíase: CPRE e Colecistectomia Videolaparoscópica

SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Qual a melhor conduta para um paciente com quadro de colecistopatia calculosa apresentando coledocolitíase secundária:

Alternativas

  1. A) Colecistectomia Videolaparoscópica com anastomose entre ducto hepático e alça de jejuno.
  2. B) Colangiopancreatografia retrógrada (CPRE) seguido de Colecistectomia Videolaparoscópica.
  3. C) Colecistectomia aberta com exploração de vias biliares e colocação de dreno de Kher.
  4. D) Colecistostomia.
  5. E) Colecistectomia Videolaparoscópica com exploração de vias biliares.

Pérola Clínica

Coledocolitíase + Colecistopatia Calculosa → CPRE para desobstrução, seguida de Colecistectomia Videolaparoscópica.

Resumo-Chave

A coledocolitíase, presença de cálculos no ducto colédoco, exige desobstrução para evitar complicações graves como colangite e pancreatite. A CPRE é o método de escolha para remover esses cálculos, e a colecistectomia videolaparoscópica subsequente trata a causa primária (colecistopatia calculosa) e previne recorrências.

Contexto Educacional

A coledocolitíase, ou presença de cálculos no ducto biliar comum (colédoco), é uma complicação comum da colecistopatia calculosa, afetando cerca de 10-15% dos pacientes com cálculos na vesícula biliar. Sua importância clínica reside no risco de obstrução biliar, que pode levar a quadros graves como colangite aguda, pancreatite biliar e icterícia obstrutiva, exigindo intervenção rápida para evitar morbimortalidade significativa. A fisiopatologia envolve a migração de cálculos da vesícula biliar para o ducto colédoco, causando obstrução. O diagnóstico é suspeitado por sintomas como dor biliar, icterícia e alterações laboratoriais (elevação de bilirrubinas, fosfatase alcalina e gama-GT) e confirmado por exames de imagem como ultrassonografia, colangioressonância (CPRM) ou ultrassonografia endoscópica (USE). A suspeita deve ser alta em pacientes com colecistopatia calculosa e sintomas obstrutivos. O tratamento padrão-ouro para coledocolitíase secundária à colecistopatia calculosa é a desobstrução do ducto biliar comum, geralmente realizada por Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE), seguida pela colecistectomia videolaparoscópica para remover a vesícula biliar e prevenir novas migrações de cálculos. A CPRE permite a esfincterotomia e a extração dos cálculos, enquanto a colecistectomia trata a doença de base. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas atrasos podem levar a complicações fatais.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas da coledocolitíase?

A coledocolitíase pode se manifestar com dor abdominal em cólica no quadrante superior direito, icterícia (pele e olhos amarelados), colúria, acolia fecal e, em casos de complicação, febre e calafrios (colangite).

Por que a CPRE é preferível à cirurgia aberta para coledocolitíase?

A CPRE é um procedimento minimamente invasivo que permite a remoção dos cálculos do ducto biliar comum sem a necessidade de uma incisão cirúrgica maior, resultando em menor tempo de recuperação e menos complicações em comparação com a exploração cirúrgica aberta das vias biliares.

Quais as principais complicações da coledocolitíase não tratada?

As complicações mais sérias da coledocolitíase não tratada incluem colangite aguda (infecção grave das vias biliares), pancreatite biliar aguda e cirrose biliar secundária, todas com alta morbimortalidade.

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