INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Mulher de 47 anos apresenta dor abdominal no quadrante superior direito iniciada há 3 dias, associada a náuseas e vômitos. Ela relata que a dor, inicialmente intermitente, tornou-se constante e irradia para o dorso. O exame físico mostra icterícia leve, dor à palpação do quadrante superior direito e sinal de Murphy ausente. Os exames laboratoriais revelam elevação de bilirrubinas (sendo a direta predominante), aumento de fosfatase alcalina e gama-GT, amilase e lipase normais. A ultrassonografia abdominal evidencia múltiplos cálculos na vesícula biliar e dilatação das vias biliares. A colangiorressonância evidencia cálculo no ducto biliar comum (diâmetro de 9 mm), associado a dilatação do colédoco e das vias biliares intra-hepáticas. Nesse caso, a conduta médica adequada é
Coledocolitíase com icterícia e dilatação biliar → CPRE para remoção do cálculo e desobstrução da via biliar.
A presença de cálculo no ducto biliar comum, icterícia obstrutiva e dilatação das vias biliares indica coledocolitíase, que requer intervenção para remover o cálculo e prevenir complicações como colangite ou pancreatite. A CPRE é o tratamento de escolha para desobstrução da via biliar principal.
A coledocolitíase, presença de cálculos no ducto biliar comum, é uma complicação comum da colelitíase, afetando cerca de 10-15% dos pacientes. É uma condição clinicamente importante devido ao risco de complicações graves como colangite aguda, pancreatite biliar e cirrose biliar secundária. O diagnóstico precoce e a intervenção adequada são cruciais para evitar morbidade e mortalidade significativas. A apresentação clínica clássica inclui dor abdominal no quadrante superior direito, icterícia e, em casos de colangite, febre e calafrios. O diagnóstico é suspeitado pela clínica e exames laboratoriais (elevação de bilirrubinas diretas, fosfatase alcalina, gama-GT) e confirmado por exames de imagem. A ultrassonografia abdominal é o exame inicial, podendo evidenciar cálculos na vesícula e dilatação das vias biliares. A colangiorressonância (CPRM) é o exame de escolha para confirmar a presença e localização dos cálculos no colédoco, sendo não invasiva e com alta sensibilidade. O tratamento da coledocolitíase obstrutiva é a remoção dos cálculos. A colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) é o procedimento terapêutico de escolha, permitindo a esfincterotomia e a extração dos cálculos. Após a desobstrução da via biliar, a colecistectomia (geralmente laparoscópica) é indicada para prevenir novos episódios de coledocolitíase ou colecistite, sendo realizada no mesmo internamento ou em um segundo momento, dependendo da gravidade do quadro inicial.
A coledocolitíase manifesta-se com dor abdominal no quadrante superior direito, náuseas, vômitos, icterícia (coloração amarelada da pele e olhos), colúria e acolia fecal. Exames laboratoriais mostram elevação de bilirrubina direta, fosfatase alcalina e gama-GT.
A CPRE é indicada para coledocolitíase quando há evidência de cálculo no ducto biliar comum, especialmente se associado a icterícia, colangite (febre, dor, icterícia) ou pancreatite biliar. É o método preferencial para remoção endoscópica dos cálculos.
A colecistite é a inflamação da vesícula biliar, geralmente causada por obstrução do ducto cístico por um cálculo, causando dor no QSD e sinal de Murphy positivo. A coledocolitíase é a presença de cálculos no ducto biliar comum (colédoco), podendo causar icterícia obstrutiva e colangite, com Murphy geralmente negativo.
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