PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2021
M.R.S, 50 anos, sexo feminino, apresenta dor epigástrica e em hipocôndrio direito, náuseas e vômitos há quatro dias, além de icterícia, colúria e acolia há dois dias. Ao exame físico: Bom estado geral, icterícia (+/4+); Abdome globoso, flácido, sem reação a palpação com discreta dor a palpação do epigástrio. Seu laboratório revela: Hb: 12,5 g/dl; Ht: 37%; Leucócitos 7.500/mm³ sem desvio a esquerda; plaquetas: 190.000/mm³; TGO: 60 U/L; amilase: 47 U/L; GGT: 446 U/L; Fosfatase alcalina: 304 U/L; Bilirrubinas totais: 5,3 md/dl (Bilirrubina direta: 4,2 md/dl). Porta também Ultrassonografia que revela: dilatação de vias biliares, cálculos em vesícula biliar sem espessamento de suas paredes. Considerando esse caso clínico, a principal suspeita diagnóstica é: _______________ e a melhor conduta é: _______________
Icterícia obstrutiva + dor abdominal + dilatação de vias biliares + cálculos em vesícula = Coledocolitíase → CPRE + colecistectomia.
O quadro clínico de icterícia, colúria, acolia e dor abdominal, associado a elevação de enzimas colestáticas (GGT, FA) e bilirrubina direta, com ultrassonografia mostrando dilatação de vias biliares e cálculos na vesícula, é altamente sugestivo de coledocolitíase. A conduta inicial é a desobstrução da via biliar principal, geralmente por CPRE, seguida de colecistectomia para prevenir recorrências.
A coledocolitíase é a presença de cálculos no ducto biliar comum, frequentemente migrados da vesícula biliar. É uma condição grave que pode levar a complicações como colangite aguda, pancreatite biliar e cirrose biliar secundária se não tratada. A epidemiologia está ligada à colelitíase, sendo mais comum em mulheres de meia-idade. O diagnóstico é suspeitado clinicamente pela tríade de dor abdominal, icterícia e febre (tríade de Charcot, se houver colangite), além de colúria e acolia. Laboratorialmente, observa-se um padrão de colestase com elevação de bilirrubina direta, fosfatase alcalina e gama-glutamil transferase (GGT). A ultrassonografia abdominal é o exame inicial, revelando dilatação de vias biliares e, por vezes, os próprios cálculos no colédoco, além de colelitíase. A conduta na coledocolitíase é a desobstrução da via biliar. A colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) é o tratamento de escolha, permitindo a esfincterotomia e a extração dos cálculos. Após a desobstrução, a colecistectomia (geralmente laparoscópica) é indicada para remover a vesícula biliar e prevenir novas migrações de cálculos.
Os principais sinais e sintomas incluem dor em hipocôndrio direito ou epigástrio, náuseas, vômitos, icterícia (pele e olhos amarelados), colúria (urina escura) e acolia fecal (fezes claras), indicando obstrução biliar.
A CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica) é o método de escolha para o tratamento da coledocolitíase porque permite a remoção endoscópica dos cálculos do ducto biliar comum, aliviando a obstrução e a icterícia.
Colelitíase refere-se à presença de cálculos apenas na vesícula biliar, enquanto coledocolitíase é a presença de cálculos no ducto biliar comum. A coledocolitíase é mais grave, pois causa obstrução biliar e icterícia, exigindo desobstrução urgente, geralmente por CPRE, antes da colecistectomia.
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