IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025
Uma paciente de 73 anos apresentou dor abdominal no hipocôndrio direito há seis dias, associada a mudança no padrão alimentar e perda de peso. Ao dar entrada no pronto-socorro, os exames laboratoriais mostraram os seguintes resultados: Hemoglobina 12,3 g/dL, leucócitos 12.630/mm³, bilirrubina total 1,3 mg/dL, bilirrubina direta 0,94 mg/dL, INR 1,0, fosfatase alcalina 215 U/L, GGT 748 U/L, amilase 97 U/L, ALT (TGP) 676 U/L, AST (TGO) 349 U/L, PCR 13,7 mg/L (VR<1,0), ureia 50 mg/dL e creatinina 1,25 mg/dL.Foi submetida à colecistectomia videolaparoscópica e optou-se por realizar uma colangiografia intraoperatória que resultou na imagem a seguir.Assinale a alternativa que corresponde ao diagnóstico encontrado:
Dor em HD + icterícia + FA/GGT/BD ↑ + colangiografia com falha de enchimento = Coledocolitíase.
A coledocolitíase, presença de cálculos no ducto biliar comum, é uma causa comum de dor abdominal, icterícia obstrutiva e alterações enzimáticas hepáticas. A colangiografia intraoperatória é um método diagnóstico eficaz para identificar esses cálculos durante a colecistectomia.
A coledocolitíase, a presença de cálculos no ducto biliar comum, é uma complicação comum da colelitíase e uma das principais causas de icterícia obstrutiva. Sua incidência aumenta com a idade e pode levar a condições graves como colangite aguda e pancreatite biliar, tornando seu diagnóstico e tratamento precoces fundamentais na prática cirúrgica e gastroenterológica. O diagnóstico da coledocolitíase é suspeitado clinicamente por dor abdominal, icterícia e alterações laboratoriais (elevação de bilirrubina direta, fosfatase alcalina e GGT). Exames de imagem como ultrassonografia abdominal, colangiorressonância (CPRM) e, em casos selecionados, ultrassonografia endoscópica (USE) são utilizados. A colangiografia intraoperatória durante a colecistectomia é um método direto para confirmar a presença de cálculos e guiar a conduta. O tratamento da coledocolitíase visa remover os cálculos do ducto biliar. Isso pode ser feito por CPRE antes ou depois da colecistectomia, ou por exploração do ducto biliar comum (laparoscópica ou aberta) no mesmo tempo cirúrgico da colecistectomia. A escolha da abordagem depende da experiência do centro, da condição do paciente e das características dos cálculos.
Os sintomas incluem dor abdominal no hipocôndrio direito, icterícia, colúria e acolia fecal. Laboratorialmente, observa-se elevação de bilirrubina direta, fosfatase alcalina, gama-GT e, por vezes, transaminases.
A colangiografia intraoperatória é utilizada para identificar cálculos no ducto biliar comum, avaliar a anatomia biliar e detectar lesões iatrogênicas, sendo crucial para o manejo adequado da coledocolitíase.
O tratamento definitivo envolve a remoção dos cálculos do ducto biliar comum, que pode ser realizada por CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica) pré ou pós-operatória, ou por exploração do ducto biliar comum durante a cirurgia.
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