Coledocolitíase e Colecistectomia: Manejo Cirúrgico

UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2021

Enunciado

Paciente com colecistopatia crônica calculosa e coledocolitíase com colédoco de 8 mm de diâmetro. O tratamento de eleição é?

Alternativas

  1. A) Colecistectomia videolaparoscópica.
  2. B) Colecistectomia convencional.
  3. C) Colecistectomia videolaparoscópica associada à exploração do colédoco pelo ducto cístico para retirada dos cálculos.
  4. D) Colecistectomia convencional e a realização de CPER com papilotomia para retirada do(s) cálculo(s).
  5. E) Retirada dos cálculos por CPER.

Pérola Clínica

Coledocolitíase + colecistopatia → Colecistectomia videolaparoscópica + exploração do colédoco (via cística ou coledocotomia).

Resumo-Chave

Em pacientes com colecistopatia crônica calculosa e coledocolitíase, o tratamento de eleição é a colecistectomia para resolver a doença da vesícula biliar e a exploração do colédoco para remover os cálculos biliares. A via videolaparoscópica é preferencial, e a exploração do colédoco pode ser feita pelo ducto cístico ou por coledocotomia.

Contexto Educacional

A colecistopatia crônica calculosa, caracterizada pela presença de cálculos na vesícula biliar, é uma condição comum que frequentemente requer colecistectomia. No entanto, em uma parcela significativa dos pacientes, esses cálculos podem migrar para o ducto colédoco, causando coledocolitíase. A coledocolitíase pode levar a complicações graves como colangite, pancreatite biliar e icterícia obstrutiva, tornando seu tratamento essencial. O diagnóstico de coledocolitíase é geralmente feito por ultrassonografia, colangio-ressonância (colangio-RM) ou colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPER). Quando a coledocolitíase está associada à colecistopatia crônica calculosa, o tratamento de eleição é a colecistectomia, preferencialmente por via videolaparoscópica, combinada com a remoção dos cálculos do colédoco. A exploração do colédoco pode ser realizada de diversas formas. A abordagem videolaparoscópica permite a exploração transcística, onde os cálculos são removidos através do ducto cístico dilatado, ou a coledocotomia laparoscópica, com incisão direta no colédoco. A CPER pré-operatória ou pós-operatória é uma alternativa, mas a abordagem combinada (colecistectomia e exploração do colédoco no mesmo tempo cirúrgico) é frequentemente preferida para evitar múltiplos procedimentos e reduzir o tempo de recuperação do paciente.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre colecistolitíase e coledocolitíase?

Colecistolitíase refere-se à presença de cálculos na vesícula biliar, enquanto coledocolitíase é a presença de cálculos no ducto colédoco, o ducto biliar principal que drena a bile do fígado e da vesícula para o intestino.

Quando a exploração do colédoco é indicada na colecistectomia?

A exploração do colédoco é indicada quando há evidência de coledocolitíase (cálculos no colédoco), seja por exames de imagem pré-operatórios (USG, CPRE, colangio-RM) ou achados intraoperatórios (colédoco dilatado, icterícia, colangite).

Quais as opções para exploração do colédoco por videolaparoscopia?

As opções incluem a exploração transcística, onde os cálculos são removidos através do ducto cístico dilatado, ou a coledocotomia, que envolve a incisão direta no colédoco para remoção dos cálculos, seguida de sutura ou colocação de dreno T.

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