PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2020
Mulher de 40 anos apresenta dor epigástrica e em hipocôndrio direito, náuseas e vômitos há 3 dias e icterícia, colúria e acolia há 1 dia. Exame físico: BEG, ictérica (+/4+). Abdome globoso, flácido, sem reação à palpação, com discreta dor à palpação de epigástrio. Exames laboratoriais: Hb = 12,8g/dL; Ht = 38%; GB = 4,5 103/mm³; Plaquetas = 222,5 103/mm³; TGO = 68 U/L; TGP = 73 U/L; GGT = 546 U/L, FA = 334 U/L, BT = 4,3 mg/dL. (BD = 3,2 mg/dL), amilase = 49 U/L. O primeiro exame de imagem a ser realizado é
Dor em HD + icterícia obstrutiva (colúria, acolia) + ↑ GGT/FA/BD = Coledocolitíase → USG abdome.
O quadro clínico (dor em hipocôndrio direito, icterícia, colúria, acolia) e laboratorial (padrão colestático com GGT e FA muito elevadas, bilirrubina direta alta) é altamente sugestivo de obstrução biliar, provavelmente por coledocolitíase. A ultrassonografia de abdome é o exame de imagem inicial de escolha, por ser não invasivo, de baixo custo e alta sensibilidade para detectar cálculos biliares e dilatação das vias biliares.
A coledocolitíase, a presença de cálculos no ducto biliar comum (colédoco), é uma complicação comum da colelitíase e uma das principais causas de icterícia obstrutiva. O quadro clínico típico inclui dor abdominal em hipocôndrio direito ou epigástrio, náuseas, vômitos, e o desenvolvimento de icterícia, colúria e acolia fecal, indicando obstrução do fluxo biliar. O paciente apresenta um quadro clássico: dor abdominal, sintomas dispépticos e, mais tardiamente, icterícia obstrutiva. Os exames laboratoriais confirmam um padrão colestático, com elevação acentuada de GGT e FA, e hiperbilirrubinemia direta. A amilase normal afasta pancreatite aguda como causa primária. Diante dessa suspeita, o primeiro exame de imagem a ser solicitado é a ultrassonografia de abdome. A ultrassonografia é um método rápido, seguro e eficaz para visualizar a vesícula biliar, detectar cálculos, avaliar a dilatação das vias biliares e, em alguns casos, identificar o cálculo no colédoco. É fundamental para confirmar a obstrução e guiar os próximos passos diagnósticos e terapêuticos, como a colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE), que é terapêutica.
A coledocolitíase manifesta-se com dor em hipocôndrio direito ou epigástrio, náuseas, vômitos, e sinais de icterícia obstrutiva como icterícia cutâneo-mucosa, colúria (urina escura) e acolia fecal (fezes claras). Febre e calafrios podem indicar colangite.
A ultrassonografia é o exame inicial de escolha por ser não invasivo, de baixo custo, amplamente disponível e eficaz na detecção de cálculos na vesícula biliar, dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas, e, por vezes, do cálculo no colédoco distal.
Exames laboratoriais que sugerem obstrução biliar incluem elevação significativa de gama-glutamil transferase (GGT) e fosfatase alcalina (FA), e hiperbilirrubinemia predominantemente direta (bilirrubina conjugada). As transaminases (TGO/TGP) podem estar levemente elevadas.
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