Coledocolitíase: Diagnóstico e Sequência de Tratamento

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 46 anos, sexo masculino, há cerca de quatro meses teve forte dor epigástrica. Foi medicado no PA com analgésico e omeprazol. Teve melhora da dor no momento e depois, mesmo tomando omeprazol, continuou com dores mais fracas, com piora após alimentação, referindo cólicas. Foi avaliado com EDA e US abdominal, tendo como resultado presença de litíase vesicular. Não quis operar. Há cerca de sete dias, teve intensa dor, com irradiação para as costas, e ficou ictérico. Agora, com icterícia, mas sem dores. Qual das opções indica a melhor sequência de condutas para tratar esse paciente?

Alternativas

  1. A) Cirurgia de imediato pois trata-se de colecistite aguda.
  2. B) Novo ultrassom.
  3. C) Ressonância magnética.
  4. D) CPRE com possível papilotomia endoscópica e posterior colecistectomia.
  5. E) Cirurgia (colecistectomia) e posterior CPRE com papilotomia endoscópica.

Pérola Clínica

Icterícia obstrutiva por litíase biliar + dor prévia = Coledocolitíase. Conduta: CPRE para desobstrução, seguida de colecistectomia.

Resumo-Chave

O paciente apresenta histórico de litíase vesicular e, mais recentemente, icterícia com dor irradiada para as costas, sugerindo coledocolitíase (cálculo no ducto biliar comum) e possível pancreatite biliar. A icterícia atual sem dor pode indicar obstrução persistente. A CPRE é essencial para remover o cálculo e desobstruir a via biliar, seguida da colecistectomia para tratar a litíase vesicular.

Contexto Educacional

A litíase biliar é uma condição comum, mas pode levar a complicações graves se os cálculos migrarem da vesícula biliar para o ducto biliar comum, causando coledocolitíase. A coledocolitíase, por sua vez, pode resultar em icterícia obstrutiva, colangite aguda e pancreatite biliar, condições que exigem intervenção imediata. No caso apresentado, o paciente com histórico de litíase vesicular desenvolveu icterícia e dor irradiada para as costas, o que é altamente sugestivo de coledocolitíase e possível pancreatite biliar. A icterícia sem dor atual indica que a obstrução persiste, mas a fase aguda da dor pode ter passado. A prioridade é desobstruir a via biliar para evitar danos hepáticos e infecções. A Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) é o procedimento terapêutico de escolha para a remoção de cálculos do ducto biliar comum, frequentemente associada à papilotomia endoscópica para facilitar a extração. Após a resolução da coledocolitíase e estabilização do paciente, a colecistectomia (remoção da vesícula biliar) deve ser realizada para prevenir a recorrência da migração de cálculos e novas complicações. Realizar a colecistectomia antes da CPRE em um paciente ictérico com coledocolitíase pode agravar a obstrução e aumentar o risco de complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas de coledocolitíase?

Os sinais e sintomas incluem dor abdominal intensa (cólicas), icterícia (coloração amarelada da pele e olhos), colúria (urina escura), acolia fecal (fezes claras) e, em casos mais graves, febre e calafrios (colangite).

Por que a CPRE é a primeira conduta na coledocolitíase com icterícia?

A CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica) é o procedimento de escolha para remover cálculos do ducto biliar comum e aliviar a obstrução biliar, prevenindo complicações como colangite e pancreatite.

Qual a relação entre colecistectomia e coledocolitíase?

A colecistectomia (remoção da vesícula biliar) é indicada após a resolução da coledocolitíase para prevenir novos episódios de migração de cálculos e suas complicações, tratando a causa primária da litíase.

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