Coledocolitíase: Diagnóstico e Tratamento com CPRE

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025

Enunciado

Paciente, do sexo feminino, 56 anos de idade, IMC de 34 kg/m2 , queixa de dor em andar superior de abdome tipo cólica, que fez com que procurasse pronto atendimento, há 3 dias, onde foi realizada uma ultrassonografia de abdome, que mostrou litíase biliar (vários cálculos pequenos) e uma discreta dilatação das vias biliares. Com medo de que a dor voltasse, procurou um gastroenterologista, que solicitou alguns exames, cujos resultados são apresentados a seguir.Hemograma = sem alterações significativas; Amilase = normal, lipase normal; Gama GT = 800 U/L; Fosfatase Alcalina = 650 U/L; Bilirrubina Total = 3,6 mg/dL: direta = 2,4 mg/dL, indireta = 1,2 mg/dL; TGO (aspartato aminotransferase) = 56 U/L e TGP (alanina aminotransferase) = 102 U/L.Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a melhor conduta para essa paciente.

Alternativas

  1. A) Derivação transparieto-hepática.
  2. B) Colangio ressonância.
  3. C) Colangiopancreatografia retrógada endoscópica.
  4. D) Tomografia computadorizada de abdome.
  5. E) Videocoloecistetomia.

Pérola Clínica

Litíase biliar + dor cólica + icterícia + enzimas colestáticas ↑ + dilatação vias biliares = Coledocolitíase. Conduta: CPRE diagnóstica e terapêutica.

Resumo-Chave

A paciente apresenta um quadro clínico e laboratorial (dor em cólica, litíase biliar, icterícia, elevação de enzimas colestáticas como Gama GT e Fosfatase Alcalina, e dilatação das vias biliares na USG) altamente sugestivo de coledocolitíase, ou seja, cálculo na via biliar principal. A CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica) é o método de escolha para diagnóstico e tratamento, permitindo a remoção do cálculo.

Contexto Educacional

A coledocolitíase é a presença de cálculos biliares no ducto colédoco, a via biliar principal. É uma complicação comum da litíase biliar e pode levar a quadros graves como colangite aguda, pancreatite biliar e cirrose biliar secundária se não tratada. O reconhecimento precoce e a intervenção adequada são cruciais para prevenir morbidade e mortalidade. O diagnóstico da coledocolitíase é baseado na apresentação clínica (dor em cólica no andar superior do abdome, icterícia), achados laboratoriais (elevação de bilirrubina direta, Gama GT e Fosfatase Alcalina) e exames de imagem. A ultrassonografia abdominal pode mostrar litíase biliar na vesícula e dilatação das vias biliares. A colangio ressonância (CPRM) é um método não invasivo para confirmar a presença dos cálculos no colédoco. A Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) é o padrão-ouro para o tratamento da coledocolitíase. Além de ser diagnóstica, permitindo a visualização direta dos cálculos, a CPRE é terapêutica, possibilitando a esfincterotomia e a remoção dos cálculos, aliviando a obstrução biliar e prevenindo complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais laboratoriais que indicam obstrução biliar?

A obstrução biliar é caracterizada pela elevação de enzimas colestáticas como Gama GT e Fosfatase Alcalina, além de hiperbilirrubinemia, predominantemente de bilirrubina direta (conjugada).

Qual a diferença entre colecistite e coledocolitíase?

A colecistite é a inflamação da vesícula biliar, geralmente por obstrução do ducto cístico. A coledocolitíase é a presença de cálculos no ducto colédoco (via biliar principal), causando obstrução e icterícia.

Quando a colangio ressonância é indicada na suspeita de coledocolitíase?

A colangio ressonância (CPRM) é um exame de imagem não invasivo de alta sensibilidade e especificidade para diagnosticar coledocolitíase, sendo indicada quando há suspeita intermediária a alta, antes de uma CPRE terapêutica.

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