Coledocolitíase: Indicações de Colangiografia Intraoperatória

HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2022

Enunciado

Uma paciente de 44 anos de idade, com diabetes tipo 2, relata dores abdominais há cerca de seis meses, principalmente em hipocôndrio direito e flanco direito. Realizou ultrassom de abdome, o qual mostrou múltiplos cálculos na vesícula biliar, que se encontrava com paredes finas e sem dilatação de vias biliares. Apresentava bilirrubina total de 0,7 mg/dL, AST = 35 UI (normal até 40), ALT = 64 (normal até 40 UI), fosfatase alcalina = 342 UI (normal até 250) e Gama GT = 743 UI (normal até 110). Com base nesse caso clínico hipotético, julgue o item.A realização de colangiografia intra-operatória é uma conduta adequada na pesquisa de coledocolitíase associada.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Enzimas colestáticas ↑ + Colelitíase → Colangiografia intraoperatória obrigatória.

Resumo-Chave

A elevação de enzimas colestáticas (GGT, FA) em paciente com colelitíase sugere fortemente a presença de cálculos na via biliar principal, justificando a investigação intraoperatória.

Contexto Educacional

A abordagem da coledocolitíase depende da estratificação de risco baseada em critérios clínicos, laboratoriais e de imagem. Pacientes com risco moderado — como o caso apresentado com alteração significativa de GGT e FA — devem ser submetidos à investigação da via biliar principal. A colangiografia intraoperatória durante a colecistectomia é um método seguro e altamente eficaz para identificar cálculos que não foram visualizados em exames de imagem pré-operatórios menos sensíveis, permitindo o tratamento imediato (exploração da via biliar ou CPRE pós-operatória programada) e evitando complicações como pancreatite biliar ou colangite.

Perguntas Frequentes

Quais os preditores de coledocolitíase segundo a ASGE?

Preditores muito fortes incluem cálculo visualizado no colédoco ao USG, bilirrubina total > 4 mg/dL ou quadro de colangite. Preditores fortes incluem colédoco dilatado (> 6mm) ou bilirrubina entre 1.8 e 4 mg/dL. Alterações isoladas de GGT e FA enquadram o paciente em risco moderado.

Por que realizar colangiografia intraoperatória?

O procedimento visa detectar cálculos insuspeitos na via biliar principal que não foram identificados nos exames pré-operatórios. Além disso, auxilia na definição da anatomia biliar, reduzindo o risco de lesões iatrogênicas das vias biliares durante a colecistectomia videolaparoscópica.

Como interpretar GGT e FA elevadas na colelitíase?

A elevação dessas enzimas sugere obstrução biliar ou colestase intra-hepática. Em pacientes com cálculos na vesícula, essas alterações são consideradas critérios de risco moderado para coledocolitíase associada, exigindo investigação adicional via Colangio-RM, Ecoendoscopia ou Colangiografia Intraoperatória.

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