SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Leia o caso a seguir. Paciente de 24 anos, sexo feminino, hígida, com relato de dor intensa em hipocôndrio direito, icterícia, coúria e acolia fecal há 3 dias. A principal hipótese diagnóstica do caso descrito acima é:
Dor biliar + Icterícia + Colúria/Acolia = Coledocolitíase até que se prove o contrário.
A obstrução aguda do colédoco por cálculos gera icterícia obstrutiva (colestase), manifestando-se com dor intensa, elevação de bilirrubina direta e sinais de acolia fecal.
A coledocolitíase ocorre quando cálculos biliares migram da vesícula para o ducto colédoco, causando obstrução. Em pacientes jovens e hígidos, a apresentação clássica é a icterícia obstrutiva dolorosa. Diferente dos tumores periampulares, que costumam causar icterícia indolor e progressiva (sinal de Courvoisier-Terrier), a litíase biliar é marcada por episódios agudos de dor. O diagnóstico laboratorial revela padrão colestático (elevação de Bilirrubina Direta, Fosfatase Alcalina e GGT). O manejo depende do risco estratificado: pacientes de alto risco (cálculo visível na USG ou colangite) seguem para CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica), enquanto os de risco intermediário podem necessitar de Colangiorressonância ou USG endoscópica para confirmação antes da intervenção.
A coledocolitíase geralmente apresenta dor abdominal aguda e intensa (cólica biliar) associada à icterícia súbita. Nas hepatites virais, a icterícia costuma ser precedida por pródromos (febre, mal-estar, anorexia) e a dor, quando presente, é um desconforto vago por distensão da cápsula de Glisson, não uma cólica intensa.
A colúria indica presença de bilirrubina conjugada (direta) na urina, sinalizando que a bilirrubina foi processada pelo fígado mas não consegue ser excretada para o intestino. A acolia (fezes claras) confirma a obstrução mecânica ou funcional do fluxo biliar para o duodeno, impedindo a formação de estercobilina.
A ultrassonografia de abdome superior é o exame inicial. Embora tenha baixa sensibilidade para visualizar o cálculo no colédoco distal, ela é excelente para detectar colelitíase e dilatação das vias biliares (>6mm), que são fortes preditores de coledocolitíase.
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