ENARE/ENAMED — Prova 2025
Uma paciente de 45 anos, com histórico de dor abdominal no quadrante superior direito, icterícia intermitente e elevação moderada das enzimas hepáticas, é diagnosticada com coledocolitíase. A melhor abordagem para o diagnóstico e tratamento dessa paciente é:
Coledocolitíase confirmada → CPRE com papilotomia e extração de cálculos é o padrão-ouro terapêutico.
A abordagem da coledocolitíase envolve a confirmação por imagem (US ou Colangio-RM) seguida da intervenção terapêutica via CPRE para desobstrução biliar.
A coledocolitíase ocorre quando cálculos biliares migram da vesícula para o ducto colédoco, causando obstrução. Clinicamente, manifesta-se com dor biliar, icterícia e elevação de enzimas canaliculares (GGT e Fosfatase Alcalina). O diagnóstico baseia-se em critérios de probabilidade (ASGE/SAGES). O tratamento visa a desobstrução biliar para prevenir complicações graves como colangite aguda e pancreatite biliar. A CPRE revolucionou o manejo, permitindo o tratamento minimamente invasivo. Após a limpeza do colédoco, a colecistectomia eletiva é geralmente recomendada para evitar recidivas.
A ultrassonografia de abdome superior é geralmente o exame inicial devido ao baixo custo e disponibilidade. Embora tenha baixa sensibilidade para detectar cálculos no colédoco distal, ela identifica sinais indiretos como a dilatação das vias biliares.
A CPRE está indicada quando há alta probabilidade clínica de cálculos no colédoco (ex: icterícia, colangite ou cálculo visualizado no US). É um procedimento invasivo que permite a papilotomia e a remoção dos cálculos.
A papilotomia é a incisão do esfíncter de Oddi para ampliar a abertura do ducto biliar no duodeno. A litotripsia é a fragmentação de cálculos grandes que não podem ser extraídos íntegros, facilitando sua remoção.
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