Coledocolitíase Pós-Colecistectomia: Conduta com CPER

Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2021

Enunciado

Mulher de 45 anos, submetida acolecistectomiavideolaparoscópica por colelitíase há 1 ano. Evoluindo com icterícia de padrão obstrutivo e, durante investigação diagnóstica, é constatado quadro de coledocolitíase em colangiorressonância. Qual seria sua conduta?

Alternativas

  1. A) Exploração cirúrgica de vias biliares por videolaparoscopia.
  2. B) CPER (Colangiopancreatografia Endoscópica Retrógrada).
  3. C) Exploração cirúrgica de vias biliares por laparotomia.
  4. D) Drenagem percutânea de via biliar guiada por exame de imagem.

Pérola Clínica

Coledocolitíase pós-colecistectomia com icterícia obstrutiva → CPER é a conduta de escolha para diagnóstico e tratamento.

Resumo-Chave

A coledocolitíase pós-colecistectomia, manifestada por icterícia obstrutiva, indica a presença de cálculos na via biliar principal. A CPER é o método de escolha, pois permite tanto o diagnóstico confirmatório quanto o tratamento endoscópico, como a esfincterotomia e a extração dos cálculos.

Contexto Educacional

A coledocolitíase é a presença de cálculos na via biliar principal (ducto colédoco). Embora a maioria dos casos esteja associada à colelitíase, a coledocolitíase pós-colecistectomia pode ocorrer devido a cálculos residuais não detectados durante a cirurgia ou à formação de novos cálculos na via biliar. A manifestação clínica mais comum é a icterícia obstrutiva, que pode ser acompanhada de dor abdominal, colúria, acolia fecal e, em casos de infecção, febre e calafrios (colangite). O diagnóstico é frequentemente suspeitado por exames laboratoriais (aumento de bilirrubinas, fosfatase alcalina, gama-GT) e confirmado por exames de imagem como a ultrassonografia abdominal, tomografia computadorizada ou, mais especificamente, a colangiorressonância (CPRM), que oferece excelente visualização da árvore biliar sem ser invasiva. A CPRM é ideal para o diagnóstico, mas não permite intervenção. Uma vez confirmada a coledocolitíase, a Colangiopancreatografia Endoscópica Retrógrada (CPER) é a conduta de escolha. A CPER é um procedimento endoscópico que permite a visualização direta da ampola de Vater, a realização de esfincterotomia (corte do esfíncter de Oddi) e a extração dos cálculos com balão ou cesta, ou a colocação de próteses biliares em casos complexos. É um método eficaz e menos invasivo que a cirurgia para a desobstrução biliar. A exploração cirúrgica de vias biliares é geralmente reservada para falha da CPER ou em situações específicas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas de coledocolitíase pós-colecistectomia?

Os sintomas incluem icterícia (coloração amarelada da pele e olhos), dor abdominal em quadrante superior direito, febre com calafrios (colangite) e urina escura, indicando obstrução biliar.

Por que a CPER é a conduta de escolha para coledocolitíase?

A CPER é o método de escolha porque é um procedimento terapêutico e diagnóstico minimamente invasivo, que permite a visualização direta da ampola de Vater, a realização de esfincterotomia e a extração dos cálculos, resolvendo a obstrução.

Quais são as principais complicações da CPER?

As principais complicações da CPER incluem pancreatite pós-CPER, hemorragia (especialmente após esfincterotomia), perfuração duodenal ou biliar, e infecção (colangite).

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