IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2020
O paciente portador de litíase biliar pode apresentar durante sua evolução migração de cálculos para via biliar comum, sendo necessário a exploração da via biliar por via cirúrgica, endoscópica ou por radiologia intervencionista. O manejo da via biliar envolve conhecimento profundo de todas as modalidades terapêuticas que, quando disponível, podem influenciar na morbimortalidade hospitalar. Considerando um paciente portador de coledocolitíase e colelitíase. Julgue as alternativas e marque a correta:
Coledocoscopia ↑ taxa de clareamento da via biliar em coledocolitíase, mesmo com disponibilidade limitada.
A coledocoscopia, apesar de não ser universalmente disponível, é uma ferramenta valiosa na exploração da via biliar para remoção de cálculos, pois permite visualização direta e aumenta a eficácia do clareamento, reduzindo a necessidade de procedimentos adicionais.
A litíase biliar, especialmente a coledocolitíase (cálculos na via biliar comum), é uma condição comum que pode levar a complicações graves como colangite e pancreatite biliar. O manejo eficaz é crucial para prevenir morbimortalidade. A compreensão das diversas modalidades terapêuticas é fundamental para residentes de cirurgia e gastroenterologia. O diagnóstico de coledocolitíase geralmente envolve ultrassonografia, ressonância magnética (colangiorressonância) e, por vezes, CPRE diagnóstica. A escolha da abordagem terapêutica depende do tamanho, número e localização dos cálculos, bem como da anatomia do paciente e da experiência do centro. A exploração da via biliar pode ser realizada por via endoscópica (CPRE), cirúrgica (laparoscópica com exploração transcística ou coledocotomia) ou, menos frequentemente, por radiologia intervencionista. A coledocoscopia é uma técnica que permite a visualização direta da via biliar, auxiliando na remoção de cálculos e na avaliação de estenoses. Embora não esteja disponível em todos os serviços, sua utilização pode aumentar significativamente a taxa de sucesso no clareamento da via biliar, reduzindo a necessidade de reintervenções. A papilotomia transduodenal, por sua vez, é um passo essencial na CPRE para permitir o acesso e a instrumentação da via biliar.
As principais abordagens incluem a exploração cirúrgica (laparoscópica ou aberta), a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) e, em casos selecionados, a radiologia intervencionista. A escolha depende de fatores como experiência do serviço e características do cálculo.
A coledocoscopia permite a visualização direta do interior da via biliar, facilitando a identificação e remoção de cálculos, especialmente os impactados ou múltiplos. Ela aumenta a taxa de clareamento da via biliar e pode ser utilizada durante a cirurgia ou por via endoscópica.
A anastomose biliodigestiva, como a coledocoduodenostomia, é geralmente reservada para casos complexos de coledocolitíase recorrente, estenoses biliares ou dilatações significativas da via biliar, onde outras abordagens falharam ou são inviáveis. Não é a primeira linha para coledocolitíase simples.
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