Coledocolitíase: Sinais Chave para Diagnóstico e Intervenção

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025

Enunciado

Em pacientes com suspeita de coledocolitíase qual, dentre as alternativas, melhor expressam as características e / ou achados clínicos ou achados de exames complementares que aumentam a probabilidade de cálculos no ducto biliar comum e indicam a necessidade de investigação diagnóstica e intervenção terapêutica?

Alternativas

  1. A) A presença de dor abdominal típica sem alterações nas funções hepáticas ou sinais de icterícia.
  2. B) Descoberta incidental de coledocolitíase durante exames de imagem sem histórico prévio de colecistectomia.
  3. C) Dilatação do ducto biliar comum (>8 mm) observada em ultrassonografia, mesmo sem a visualização direta de cálculos.
  4. D) Realização de colangiografia intraoperatória rotineira durante colecistectomia em pacientes assintomáticos.
  5. E) Manifestação clínica de icterícia obstrutiva, tríade de Charcot e alterações significativas das funções hepáticas.

Pérola Clínica

Coledocolitíase com icterícia obstrutiva, tríade de Charcot e alterações hepáticas → alta probabilidade e indicação de intervenção.

Resumo-Chave

A presença de icterícia obstrutiva, dor abdominal e febre (tríade de Charcot) em conjunto com alterações significativas das enzimas hepáticas (bilirrubinas, fosfatase alcalina, GGT) são fortes indicadores de coledocolitíase complicada, como colangite, e exigem investigação e intervenção urgentes.

Contexto Educacional

A coledocolitíase, presença de cálculos no ducto biliar comum, é uma complicação comum da colelitíase e pode levar a quadros graves como colangite aguda e pancreatite biliar. Sua identificação precoce é crucial para evitar morbimortalidade. A prevalência aumenta com a idade e é mais comum em mulheres. Entender os critérios de alta probabilidade é fundamental para a prática clínica e para provas de residência. O diagnóstico da coledocolitíase baseia-se na combinação de achados clínicos, laboratoriais e de imagem. Sinais como icterícia, dor abdominal e febre (tríade de Charcot) são altamente sugestivos de colangite aguda, uma emergência médica. Alterações laboratoriais como elevação de bilirrubinas (predominantemente direta), fosfatase alcalina e gama-GT reforçam a suspeita de obstrução biliar. A ultrassonografia é o exame inicial, mas a colangiorressonância (CPRM) oferece melhor detalhe anatômico. O tratamento da coledocolitíase sintomática ou complicada geralmente envolve a remoção dos cálculos do ducto biliar comum, sendo a Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) o método de escolha na maioria dos casos, por ser diagnóstica e terapêutica. A colecistectomia é indicada posteriormente para evitar recorrências. O manejo adequado requer uma avaliação cuidadosa da probabilidade de coledocolitíase para guiar a conduta diagnóstica e terapêutica, otimizando os resultados para o paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados clínicos que aumentam a probabilidade de coledocolitíase?

Os principais achados incluem dor abdominal tipo cólica biliar, icterícia obstrutiva (pele e escleras amareladas, colúria, acolia fecal) e, em casos de colangite, a tríade de Charcot (dor, febre e icterícia).

Que exames complementares são indicados para confirmar a coledocolitíase?

A ultrassonografia abdominal é o exame inicial, podendo mostrar dilatação do ducto biliar comum e, por vezes, o cálculo. A colangiorressonância (CPRM) é o padrão-ouro não invasivo para visualização dos ductos biliares e cálculos. Em casos selecionados, a CPRE é diagnóstica e terapêutica.

Quando a dilatação do ducto biliar comum é considerada significativa?

Uma dilatação do ducto biliar comum maior que 6-8 mm é geralmente considerada significativa, especialmente em pacientes sem colecistectomia prévia. Em pacientes colecistectomizados, pode ser aceitável até 10 mm, mas sempre deve ser correlacionada com a clínica.

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