SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025
Em pacientes com suspeita de coledocolitíase qual, dentre as alternativas, melhor expressam as características e / ou achados clínicos ou achados de exames complementares que aumentam a probabilidade de cálculos no ducto biliar comum e indicam a necessidade de investigação diagnóstica e intervenção terapêutica?
Coledocolitíase com icterícia obstrutiva, tríade de Charcot e alterações hepáticas → alta probabilidade e indicação de intervenção.
A presença de icterícia obstrutiva, dor abdominal e febre (tríade de Charcot) em conjunto com alterações significativas das enzimas hepáticas (bilirrubinas, fosfatase alcalina, GGT) são fortes indicadores de coledocolitíase complicada, como colangite, e exigem investigação e intervenção urgentes.
A coledocolitíase, presença de cálculos no ducto biliar comum, é uma complicação comum da colelitíase e pode levar a quadros graves como colangite aguda e pancreatite biliar. Sua identificação precoce é crucial para evitar morbimortalidade. A prevalência aumenta com a idade e é mais comum em mulheres. Entender os critérios de alta probabilidade é fundamental para a prática clínica e para provas de residência. O diagnóstico da coledocolitíase baseia-se na combinação de achados clínicos, laboratoriais e de imagem. Sinais como icterícia, dor abdominal e febre (tríade de Charcot) são altamente sugestivos de colangite aguda, uma emergência médica. Alterações laboratoriais como elevação de bilirrubinas (predominantemente direta), fosfatase alcalina e gama-GT reforçam a suspeita de obstrução biliar. A ultrassonografia é o exame inicial, mas a colangiorressonância (CPRM) oferece melhor detalhe anatômico. O tratamento da coledocolitíase sintomática ou complicada geralmente envolve a remoção dos cálculos do ducto biliar comum, sendo a Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) o método de escolha na maioria dos casos, por ser diagnóstica e terapêutica. A colecistectomia é indicada posteriormente para evitar recorrências. O manejo adequado requer uma avaliação cuidadosa da probabilidade de coledocolitíase para guiar a conduta diagnóstica e terapêutica, otimizando os resultados para o paciente.
Os principais achados incluem dor abdominal tipo cólica biliar, icterícia obstrutiva (pele e escleras amareladas, colúria, acolia fecal) e, em casos de colangite, a tríade de Charcot (dor, febre e icterícia).
A ultrassonografia abdominal é o exame inicial, podendo mostrar dilatação do ducto biliar comum e, por vezes, o cálculo. A colangiorressonância (CPRM) é o padrão-ouro não invasivo para visualização dos ductos biliares e cálculos. Em casos selecionados, a CPRE é diagnóstica e terapêutica.
Uma dilatação do ducto biliar comum maior que 6-8 mm é geralmente considerada significativa, especialmente em pacientes sem colecistectomia prévia. Em pacientes colecistectomizados, pode ser aceitável até 10 mm, mas sempre deve ser correlacionada com a clínica.
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