HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2023
Bruna de 25 anos, com IMC: 37,5 kg/m², teve um episódio de pancreatite aguda grave durante a gestação, desencadeada pela tentativa de remover um cálculo de 1,0 cm no colédoco distal, através de papilotomia endoscópica (CPRE). Tinha colelitíase sintomática. O procedimento não teve sucesso e a paciente ficou internada por pancreatite aguda. Recuperou-se, a gestação chegou a termo, foi feito o parto e a paciente está agora no puerpério. A melhor opção terapêutica é:
Puerpério com coledocolitíase e CPRE falha → Colecistectomia + coledocolitotomia laparoscópica é a melhor opção.
Após CPRE falha para coledocolitíase e com colelitíase sintomática no puerpério, a abordagem cirúrgica definitiva que resolve ambos os problemas (cálculo no colédoco e na vesícula) por via minimamente invasiva é a colecistectomia com coledocolitotomia laparoscópica.
A pancreatite aguda biliar durante a gestação ou puerpério é uma condição grave que exige manejo cuidadoso. A colelitíase sintomática e a coledocolitíase são as principais causas. Quando há um cálculo no colédoco, a Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) é frequentemente a primeira linha para remoção, especialmente em casos de pancreatite grave ou colangite. No entanto, se a CPRE falha, uma abordagem cirúrgica torna-se necessária para resolver a obstrução biliar e prevenir complicações futuras. No cenário de uma paciente no puerpério com história de pancreatite aguda grave por coledocolitíase e CPRE prévia sem sucesso, a melhor opção terapêutica deve visar a resolução definitiva da coledocolitíase e da colelitíase sintomática. A colecistectomia, para remover a vesícula biliar que é a fonte dos cálculos, combinada com a coledocolitotomia, para extrair o cálculo do ducto biliar comum, é a abordagem mais completa. A via laparoscópica é a preferencial para esses procedimentos, pois é minimamente invasiva, resultando em menor dor, menor tempo de recuperação e menor risco de complicações em comparação com a cirurgia aberta. A drenagem da via biliar, como a colocação de um dreno de Kehr ou T-tube, pode ser considerada em casos selecionados para descompressão e monitoramento pós-operatório, embora a tendência atual seja evitar drenos externos sempre que possível, dependendo da complexidade do caso e da experiência do cirurgião.
A manutenção da coledocolitíase aumenta o risco de recorrência de pancreatite aguda, colangite e icterícia obstrutiva, podendo levar a complicações graves.
A paciente tem colelitíase sintomática e um histórico de pancreatite biliar, indicando que a vesícula biliar é a fonte dos cálculos, sendo sua remoção crucial para prevenir novos episódios.
A abordagem laparoscópica oferece menor dor pós-operatória, menor tempo de internação, recuperação mais rápida e melhores resultados estéticos em comparação com a cirurgia aberta.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo