Coledocolitíase: Manejo da Icterícia Obstrutiva com CPRE

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022

Enunciado

Uma paciente de 54 anos de idade, já sabidamente portadora de colelitíase, relata que há oito meses vem apresentando períodos em que seus olhos ficam amarelos e sua urina fica bem escura, mas que depois de um tempo tudo volta ao normal, até que desta vez está ocorrendo demora para que seus olhos voltem à coloração normal e suas fezes estão descoloridas. Qual seria a melhor conduta inicial?

Alternativas

  1. A) Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) com papilotomia.
  2. B) Colecistectomia.
  3. C) Drenagem biliar via trans-hepática.
  4. D) Ácido ursodesoxicólico.
  5. E) Colangiorressonância.

Pérola Clínica

Icterícia intermitente + colelitíase + colúria/acolia = coledocolitíase → CPRE com papilotomia para diagnóstico e tratamento.

Resumo-Chave

A história de icterícia intermitente em paciente com colelitíase, evoluindo para icterícia persistente com colúria e acolia, é altamente sugestiva de coledocolitíase. A CPRE com papilotomia é a conduta inicial de escolha, pois permite tanto o diagnóstico quanto a remoção do cálculo obstrutivo, aliviando a icterícia e prevenindo complicações como colangite.

Contexto Educacional

A coledocolitíase é a presença de cálculos no ducto biliar comum, frequentemente uma complicação da colelitíase, onde os cálculos migram da vesícula biliar. É uma condição clinicamente relevante devido ao risco de obstrução biliar, colangite aguda e pancreatite biliar. A história de icterícia intermitente, colúria e acolia fecal, especialmente em pacientes com colelitíase prévia, é altamente sugestiva. O diagnóstico da coledocolitíase é inicialmente suspeitado pela clínica e exames laboratoriais (elevação de bilirrubinas, fosfatase alcalina, gama-GT). Exames de imagem como ultrassonografia e colangiorressonância podem confirmar a presença dos cálculos no colédoco. No entanto, a CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica) é o método de escolha para pacientes com alta probabilidade de coledocolitíase e icterícia obstrutiva, pois é diagnóstica e terapêutica. A CPRE permite a visualização direta do ducto biliar, a realização de papilotomia (incisão na papila de Vater) e a remoção dos cálculos, seja por extração com balão ou cesta, ou por litotripsia. A desobstrução biliar é crucial para prevenir complicações graves como colangite supurativa e sepse. Após a resolução da coledocolitíase, a colecistectomia é geralmente indicada para prevenir novos episódios.

Perguntas Frequentes

Quais os sintomas da coledocolitíase?

Os sintomas incluem icterícia (amarelamento da pele e olhos), colúria (urina escura), acolia fecal (fezes claras), dor abdominal no quadrante superior direito e, em casos de complicação, febre e calafrios (colangite).

Por que a CPRE é a melhor conduta inicial para coledocolitíase?

A CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica) é a melhor conduta porque permite tanto o diagnóstico preciso da obstrução biliar quanto o tratamento imediato, como a papilotomia e a remoção de cálculos, aliviando a icterícia e prevenindo complicações.

Qual a diferença entre colelitíase e coledocolitíase?

Colelitíase refere-se à presença de cálculos na vesícula biliar, enquanto coledocolitíase é a presença de cálculos no ducto biliar comum (colédoco), o que pode causar obstrução e icterícia.

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