UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2015
Paciente de 32 anos, mulher, com diagnóstico de coledocolitíase, 01 ano após colecistectomia videolaparoscópica. À colangiorressonância nota-se cálculo único em colédoco distal, com cerca de 6 milímetros no maior eixo. O colédoco mede aproximadamente 12 milímetros de diâmetro. Atualmente a doente encontra-se assintomática. Qual a melhor conduta para o caso em questão?
Coledocolitíase pós-colecistectomia, cálculo < 15mm, paciente assintomático → CPRE com papilotomia e remoção.
Mesmo assintomática, a coledocolitíase pós-colecistectomia tem alto risco de complicações graves (pancreatite, colangite). A CPRE com papilotomia e remoção do cálculo é a conduta de escolha, pois é minimamente invasiva e eficaz para cálculos de até 15mm.
A coledocolitíase, ou presença de cálculos no ducto biliar comum (colédoco), é uma condição que pode levar a complicações graves como colangite, pancreatite biliar e icterícia obstrutiva. A ocorrência de coledocolitíase após uma colecistectomia (remoção da vesícula biliar) é conhecida como coledocolitíase residual ou recorrente, e pode ser devido a cálculos não detectados previamente ou à formação de novos cálculos. Mesmo em pacientes assintomáticos, a presença de cálculos no colédoco representa um risco significativo de morbidade e mortalidade. A colangiorressonância é um excelente método diagnóstico não invasivo para identificar esses cálculos. A fisiopatologia envolve a obstrução do fluxo biliar, que pode levar à estase, infecção e inflamação. A conduta de escolha para a coledocolitíase, especialmente para cálculos de tamanho moderado (como 6mm no caso), é a Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) com papilotomia endoscópica e remoção do cálculo. Este procedimento é minimamente invasivo, altamente eficaz e permite a resolução da obstrução biliar, prevenindo complicações futuras. O seguimento clínico não é recomendado devido aos riscos associados.
A presença de cálculos no colédoco, mesmo sem sintomas, confere alto risco de complicações graves como colangite aguda, pancreatite biliar e icterícia obstrutiva, que podem ser fatais. A colecistectomia prévia não elimina esse risco.
A CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica) é o método de escolha para o tratamento da coledocolitíase. Permite a papilotomia (incisão do esfíncter de Oddi) e a remoção dos cálculos do colédoco, geralmente com cestas ou balões.
Outras opções incluem a coledocolitotomia laparoscópica ou aberta (para cálculos grandes ou múltiplos, falha da CPRE), ou a anastomose biliodigestiva em casos selecionados de estenose ou cálculos recorrentes. O seguimento clínico é raramente indicado.
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