UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Com base nas recomendações atuais para o maneja da coledocolitíase, qual das alternativas abaixo está CORRETA em relação ao tratamento e ao diagnóstico?
Alto risco de coledocolitíase ou colangite aguda → CPRE direta (diagnóstica + terapêutica).
A CPRE é um procedimento invasivo com riscos (pancreatite). Deve ser reservada para casos de alta probabilidade clínica ou necessidade de intervenção imediata (colangite).
O manejo da coledocolitíase baseia-se na estratificação de risco proposta por sociedades como a ASGE. Pacientes de alto risco (icterícia obstrutiva franca, colangite ou cálculo visualizado) devem ser submetidos à CPRE. Pacientes de risco intermediário (alteração de enzimas hepáticas, idade > 55 anos ou colédoco dilatado na USG) devem prosseguir investigação com Colangio-RM ou Ecoendoscopia. A CPRE, por ser associada a complicações como pancreatite pós-CPRE, sangramento e perfuração, não deve ser utilizada como ferramenta diagnóstica de rotina em casos de baixa probabilidade.
A USG é o exame inicial para avaliar vias biliares. Embora excelente para colelitíase, tem baixa sensibilidade para detectar cálculos no colédoco distal, servindo mais para sugerir a patologia através da dilatação ductal.
A CPRM é indicada para pacientes com risco intermediário de coledocolitíase. Por ser um exame não invasivo e altamente acurado, ela evita a realização de CPREs desnecessárias e seus riscos associados.
Os principais preditores são: cálculo visível na USG, bilirrubina total > 4 mg/dL ou a presença de colangite aguda ascendente. Nestes casos, a CPRE está indicada diretamente.
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