UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2020
Na coledocolitíase, é correto afirmar:
Coledocolitíase: icterícia flutuante é característica devido à migração intermitente do cálculo.
Na coledocolitíase, a icterícia é um sintoma comum, mas seu padrão flutuante é característico. Isso ocorre porque o cálculo no ducto biliar comum pode se mover, causando obstrução intermitente e, consequentemente, variações nos níveis de bilirrubina e na intensidade da icterícia.
A coledocolitíase é a presença de cálculos no ducto biliar comum (colédoco), sendo uma complicação comum da colelitíase. A maioria dos cálculos é de origem secundária, migrando da vesícula biliar, embora cálculos primários possam se formar no próprio colédoco, especialmente em casos de estase biliar ou infecção crônica. As manifestações clínicas variam desde assintomáticas até dor abdominal (cólica biliar), icterícia e colangite aguda, uma infecção grave das vias biliares. A icterícia, quando presente, é um sinal cardinal de obstrução biliar. Na coledocolitíase, ela frequentemente apresenta um padrão flutuante, o que significa que a coloração amarelada da pele e escleras pode variar de intensidade. Isso ocorre devido à movimentação do cálculo, que pode obstruir e desobstruir parcialmente o fluxo biliar. Laboratorialmente, observa-se aumento de bilirrubina (principalmente direta), fosfatase alcalina e Gama GT. A Gama GT é mais sensível que a bilirrubina para detectar obstrução biliar. O diagnóstico por imagem é crucial. A ultrassonografia abdominal é o exame inicial, com boa sensibilidade para dilatação do colédoco, mas baixa sensibilidade para visualizar o cálculo no ducto distal. A colangiorressonância magnética (CPRM) é o método de escolha para confirmar a presença de cálculos no colédoco, com alta sensibilidade e especificidade (geralmente acima de 90-95%). A CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica) é terapêutica e diagnóstica, mas é invasiva e reservada para casos com alta probabilidade de coledocolitíase ou para tratamento.
A icterícia na coledocolitíase é tipicamente flutuante, o que significa que sua intensidade pode variar ao longo do tempo devido à movimentação intermitente do cálculo no ducto biliar comum.
A maioria dos cálculos na coledocolitíase é de origem secundária, ou seja, eles se formam na vesícula biliar e migram para o ducto biliar comum. Cálculos primários são menos comuns.
A colangiorressonância magnética (CPRM) é um exame não invasivo com alta sensibilidade e especificidade (geralmente >90%) para detectar cálculos no ducto biliar comum, sendo uma excelente ferramenta diagnóstica.
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