Coledocolitíase: Diagnóstico com Colangiorressonância (CPRM)

FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2015

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 50 anos de idade, sabidamente portadora de colelitíase com história de cólica abdominal e icterícia que no momento se encontra assintomática. O exame diagnóstico mais indicado em paciente com risco baixo a moderado de coledocolitíase é:

Alternativas

  1. A) Colangiografia endoscópica retrógrada.
  2. B) Tomografia computadorizada de abdome.
  3. C) Ultrassonografia de abdome. 
  4. D) Colangiorressonância.

Pérola Clínica

Risco baixo/moderado coledocolitíase → Colangiorressonância (CPRM) para diagnóstico não invasivo.

Resumo-Chave

Em pacientes com suspeita de coledocolitíase e risco baixo a moderado, a colangiorressonância (CPRM) é o exame de escolha. É um método não invasivo e altamente sensível para visualizar as vias biliares, identificando cálculos no ducto colédoco sem os riscos da CPRE diagnóstica.

Contexto Educacional

A coledocolitíase, presença de cálculos no ducto biliar comum, é uma complicação comum da colelitíase, afetando cerca de 10-15% dos pacientes. Sua importância clínica reside no potencial de causar complicações graves como colangite aguda, pancreatite biliar e cirrose biliar secundária se não for diagnosticada e tratada adequadamente. A incidência aumenta com a idade e a presença de cálculos na vesícula biliar. A fisiopatologia envolve a migração de cálculos da vesícula biliar para o ducto colédoco, causando obstrução. O diagnóstico é guiado pela apresentação clínica (dor abdominal, icterícia, colúria, acolia fecal), exames laboratoriais (elevação de bilirrubinas, fosfatase alcalina, GGT) e exames de imagem. A ultrassonografia abdominal é o exame inicial, mas sua sensibilidade para cálculos no colédoco é limitada. A colangiorressonância (CPRM) é o exame de escolha para confirmar a presença de cálculos em pacientes com risco baixo a moderado, devido à sua alta sensibilidade e especificidade, e por ser não invasiva. O tratamento da coledocolitíase é a remoção dos cálculos, geralmente realizada por Colangiografia Endoscópica Retrógrada (CPRE) terapêutica. Em casos selecionados, pode-se optar por cirurgia. A escolha do método diagnóstico e terapêutico depende do risco de coledocolitíase e da disponibilidade de recursos. Residentes devem dominar a estratificação de risco e a sequência de exames para otimizar o manejo e evitar complicações.

Perguntas Frequentes

Quando a colangiorressonância (CPRM) é indicada para coledocolitíase?

A CPRM é indicada em pacientes com suspeita de coledocolitíase e risco baixo a moderado, ou quando a ultrassonografia não é conclusiva. É um exame não invasivo que oferece alta acurácia na detecção de cálculos no ducto biliar comum.

Quais são as vantagens da CPRM em comparação com a CPRE diagnóstica?

A principal vantagem da CPRM é ser um método não invasivo, sem os riscos associados à CPRE, como pancreatite pós-CPRE, sangramento ou perfuração. Ela permite uma avaliação detalhada das vias biliares sem a necessidade de contraste iodado ou radiação ionizante.

Quais critérios indicam um risco baixo a moderado de coledocolitíase?

Critérios de risco baixo a moderado incluem idade > 55 anos, dilatação do ducto biliar comum na ultrassonografia (5-6 mm), e elevação leve a moderada de enzimas hepáticas (bilirrubina total < 4 mg/dL, AST/ALT não muito elevadas).

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