FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022
A coledocolitíase é a segunda complicação mais frequente da colecistolitíase, que é a presença de cálculos na vesícula biliar. Estima-se que 5 a 20% dos pacientes apresentam coledocolitíase no momento da colecistectomia, sendo que essa incidência aumenta com a idade. Daqueles com cálculos biliares sintomáticos, 10% também terão coledocolitíase e esse número aumenta para 15% quando os pacientes apresentam colecistite aguda. Quanto à fisiopatologia da coledocolitíase, é CORRETO afirmar:
Coledocolitíase: maioria cálculos secundários (vesícula → colédoco via ducto cístico), tipo pigmento marrom, alto risco de recorrência.
A maioria dos cálculos do colédoco são secundários, originando-se na vesícula biliar e migrando para o ducto biliar comum via ducto cístico. Esses cálculos são frequentemente de pigmento marrom, especialmente quando associados a estase e infecção, e indicam maior risco de recorrência, exigindo atenção do cirurgião no manejo.
A coledocolitíase, a presença de cálculos no ducto biliar comum (colédoco), é uma complicação frequente da colecistolitíase, com implicações significativas para a saúde do paciente, incluindo colangite e pancreatite biliar. Compreender sua fisiopatologia é crucial para o manejo adequado e prevenção de complicações. A maioria dos cálculos do colédoco são classificados como secundários, o que significa que eles se formam inicialmente na vesícula biliar e, posteriormente, migram através do ducto cístico para o colédoco. Esses cálculos são frequentemente compostos de colesterol ou são mistos, mas podem se tornar cálculos de pigmento marrom se houver estase e infecção biliar prolongada no colédoco. Em contraste, os cálculos primários se formam de novo no próprio colédoco, geralmente associados a condições que causam estase biliar e infecção, como estenoses, disfunção do esfíncter de Oddi ou anomalias congênitas. A presença de cálculos secundários deve alertar o cirurgião para a possibilidade de recorrência, exigindo uma avaliação cuidadosa das vias biliares e, por vezes, uma colangiografia intraoperatória.
Cálculos secundários são formados na vesícula biliar e migram para o colédoco, sendo a maioria dos casos. Cálculos primários se formam diretamente no colédoco, associados a estase e infecção biliar crônica.
Os cálculos secundários são predominantemente de colesterol ou mistos, mas quando migram e permanecem no colédoco por tempo, podem se tornar cálculos de pigmento marrom devido à infecção e estase biliar, alterando sua composição.
Fatores de risco incluem idade avançada, cálculos pequenos na vesícula biliar, história de icterícia ou pancreatite biliar prévia, e dilatação do ducto biliar comum, que facilitam a migração dos cálculos.
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