Coledocolitíase: CPRE como Tratamento Padrão Ouro

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023

Enunciado

Na maioria dos casos de coledocolitíase, os cálculos formam-se no interior da vesícula biliar e depois podem migrar para a árvore biliar, podendo se apresentar clinicamente de diversas formas. Atualmente, o método mais utilizado no Brasil e no mundo para o tratamento da coledocolitíase é:

Alternativas

  1. A) colangiorressonância magnética.
  2. B) colangiopancreatografia retrógrada endoscópica.
  3. C) dissolução dos cálculos com uso de ácido ursacólico.
  4. D) coledocotomia por via laparoscópica.
  5. E) litotripsia extracorpórea (LECO).

Pérola Clínica

Coledocolitíase → CPRE é o tratamento de escolha para remoção de cálculos do ducto biliar comum.

Resumo-Chave

A Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) é o método mais utilizado e eficaz para o tratamento da coledocolitíase. Permite a visualização direta dos ductos biliares, a realização de esfincterotomia e a extração dos cálculos, resolvendo a obstrução e prevenindo complicações como colangite e pancreatite.

Contexto Educacional

A coledocolitíase, caracterizada pela presença de cálculos no ducto biliar comum, é uma condição comum que pode levar a complicações graves como colangite, pancreatite biliar e icterícia obstrutiva. O tratamento eficaz é fundamental para prevenir morbidade e mortalidade. Atualmente, a Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) é amplamente reconhecida como o método de escolha para o tratamento da coledocolitíase. Este procedimento minimamente invasivo permite não apenas a visualização direta da árvore biliar, mas também a intervenção terapêutica. Durante a CPRE, é possível realizar a esfincterotomia endoscópica para alargar a abertura do ducto biliar e, em seguida, extrair os cálculos utilizando balões ou cestas extratoras. Outras opções, como a colangiorressonância magnética, são diagnósticas e não terapêuticas. A dissolução de cálculos com ácido ursodesoxicólico tem eficácia limitada e é usada em casos selecionados. A coledocotomia laparoscópica é uma abordagem cirúrgica, geralmente reservada para falha da CPRE ou em contextos específicos. A litotripsia extracorpórea (LECO) tem papel limitado na coledocolitíase, sendo mais utilizada para cálculos renais ou pancreáticos. A CPRE oferece uma alta taxa de sucesso com recuperação mais rápida em comparação com a cirurgia aberta.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais indicações para CPRE na coledocolitíase?

A CPRE é indicada para pacientes com coledocolitíase sintomática, colangite aguda, pancreatite biliar, icterícia obstrutiva ou dilatação do ducto biliar comum com suspeita de cálculos, visando a remoção dos mesmos.

Quais são os riscos e complicações associados à CPRE?

As principais complicações da CPRE incluem pancreatite pós-CPRE, perfuração do duodeno ou ducto biliar, hemorragia (especialmente após esfincterotomia) e infecção (colangite), embora a taxa de sucesso seja alta e as complicações sejam gerenciáveis.

Como a CPRE remove os cálculos biliares?

Durante a CPRE, um endoscópio é inserido até o duodeno, onde um cateter é passado para o ducto biliar comum. Após a injeção de contraste para visualização, uma esfincterotomia (corte do esfíncter de Oddi) pode ser realizada, seguida pela extração dos cálculos com balão ou cesta.

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