Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Na maioria dos casos de coledocolitíase, os cálculos formam-se no interior da vesícula biliar e depois podem migrar para a árvore biliar, podendo se apresentar clinicamente de diversas formas. Atualmente, o método mais utilizado no Brasil e no mundo para o tratamento da coledocolitíase é:
Coledocolitíase → CPRE é o tratamento de escolha para remoção de cálculos do ducto biliar comum.
A Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) é o método mais utilizado e eficaz para o tratamento da coledocolitíase. Permite a visualização direta dos ductos biliares, a realização de esfincterotomia e a extração dos cálculos, resolvendo a obstrução e prevenindo complicações como colangite e pancreatite.
A coledocolitíase, caracterizada pela presença de cálculos no ducto biliar comum, é uma condição comum que pode levar a complicações graves como colangite, pancreatite biliar e icterícia obstrutiva. O tratamento eficaz é fundamental para prevenir morbidade e mortalidade. Atualmente, a Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) é amplamente reconhecida como o método de escolha para o tratamento da coledocolitíase. Este procedimento minimamente invasivo permite não apenas a visualização direta da árvore biliar, mas também a intervenção terapêutica. Durante a CPRE, é possível realizar a esfincterotomia endoscópica para alargar a abertura do ducto biliar e, em seguida, extrair os cálculos utilizando balões ou cestas extratoras. Outras opções, como a colangiorressonância magnética, são diagnósticas e não terapêuticas. A dissolução de cálculos com ácido ursodesoxicólico tem eficácia limitada e é usada em casos selecionados. A coledocotomia laparoscópica é uma abordagem cirúrgica, geralmente reservada para falha da CPRE ou em contextos específicos. A litotripsia extracorpórea (LECO) tem papel limitado na coledocolitíase, sendo mais utilizada para cálculos renais ou pancreáticos. A CPRE oferece uma alta taxa de sucesso com recuperação mais rápida em comparação com a cirurgia aberta.
A CPRE é indicada para pacientes com coledocolitíase sintomática, colangite aguda, pancreatite biliar, icterícia obstrutiva ou dilatação do ducto biliar comum com suspeita de cálculos, visando a remoção dos mesmos.
As principais complicações da CPRE incluem pancreatite pós-CPRE, perfuração do duodeno ou ducto biliar, hemorragia (especialmente após esfincterotomia) e infecção (colangite), embora a taxa de sucesso seja alta e as complicações sejam gerenciáveis.
Durante a CPRE, um endoscópio é inserido até o duodeno, onde um cateter é passado para o ducto biliar comum. Após a injeção de contraste para visualização, uma esfincterotomia (corte do esfíncter de Oddi) pode ser realizada, seguida pela extração dos cálculos com balão ou cesta.
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