FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2026
Paciente de 75 anos, hipertenso e diabético, vem evoluindo com anemia e perda de peso há ± quatro quatro meses. Fez colonoscopia revelando uma lesão vegetante, ± 1,5cm de diâmetro, localizado no ceco, cuja biópsia demonstrou tratar-se de adenocarcinoma, bem diferenciado (GII), sem invasão angiolinfática ou perineural, com envolvimento até a camada muscular. Fez tomografia de tórax e de abdômen, ambas com resultados normais (sem doença à distância e com linfoadenomegalias retroperitoneais metastáticas), concluindo-se o estadiamento final como T3N1MO (Estadio III).
Adenocarcinoma de cólon Estádio III (N+) → Colectomia com linfadenectomia regional completa + Adjuvância.
O tratamento padrão para o câncer de cólon não metastático é a ressecção cirúrgica oncológica com margens adequadas e linfadenectomia de pelo menos 12 linfonodos para estadiamento e controle local.
O adenocarcinoma de cólon é estadiado pelo sistema TNM. O Estádio III (qualquer T, N1-2, M0) caracteriza-se pelo envolvimento de linfonodos regionais sem metástases à distância. O tratamento curativo exige a ressecção do segmento colônico afetado com margens de segurança (proximal e distal) e a exérese do mesocólon correspondente contendo os linfonodos. Para lesões no ceco, a colectomia direita garante a ligadura na origem dos vasos ileocólicos e cólicos direitos. Após a recuperação cirúrgica, pacientes Estádio III devem ser encaminhados para quimioterapia adjuvante (geralmente esquemas baseados em fluoropirimidinas e oxaliplatina) para eliminar micrometástases.
Para tumores localizados no ceco ou cólon ascendente, a colectomia direita é o procedimento oncológico padrão. Isso se deve ao suprimento vascular e à drenagem linfática da região, que seguem a artéria ileocólica e a artéria cólica direita. A cirurgia envolve a ressecção do íleo terminal, ceco, cólon ascendente e flexura hepática, permitindo a remoção em bloco do tumor primário junto com seu respectivo mesocólon e cadeias linfonodais. A anastomose ileotransversa é geralmente realizada para restaurar a continuidade do trato gastrointestinal.
A linfadenectomia regional completa é crucial tanto para o tratamento quanto para o estadiamento preciso do câncer colorretal. O número mínimo de 12 linfonodos examinados é o padrão-ouro recomendado pelas diretrizes internacionais (como as do AJCC e NCCN) para declarar um status N0 com confiança. No caso de um estádio III (N1), a remoção dos linfonodos comprometidos reduz o risco de recorrência local. Além disso, a presença de metástases linfonodais é o principal determinante para a indicação de quimioterapia adjuvante pós-operatória.
Diferente do câncer de reto, onde a radioquimioterapia neoadjuvante é padrão para tumores localmente avançados, o tratamento inicial do câncer de cólon ressecável é primariamente cirúrgico. A quimioterapia neoadjuvante no cólon pode ser considerada em casos selecionados de tumores T4b (invasão de órgãos adjacentes) para tentar a citorredução e facilitar a ressecção R0, mas não é a conduta padrão para um tumor T3N1M0, onde a cirurgia imediata seguida de quimioterapia adjuvante é o protocolo estabelecido.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo